Mostrar mensagens com a etiqueta Passeios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Passeios. Mostrar todas as mensagens

domingo, 30 de janeiro de 2011

Visita ao Moinho de Papel- Leiria

Iniciaram-se hoje um ciclo de visitas denominadas «No Trilho dos Moinhos», promovidas pelo Ecomuseu Municipal do Seixal, tendo sido a primeira ao Moinho de Papel em Leiria.
Este moinho foi construído no séc. XV, por autorização de D. João I a Gonçalo Lourenço de Gomide, escrivão do rei. Surgiu em 1411 e foi aqui que se produziu o primeiro papel português (o papel foi inventado pelos chineses no séc. III d.C.) tendo como matéria prima o trapo. Foi também moinho de cereais, mas acabou por ficar fortemente ligado à produção de papel.


Em 1999, a Câmara Municipal adquiriu o edifício do moinho que se encontrava bastante degradado, e a partir de 2003, iniciou as escavações arqueológicas para comprovar que se tratava do moinho original. A partir daí o moinho foi recuperado, graças a apoios europeus, tendo sido aberto ao público como espaço museológico em Setembro de 2009.
A arquitectura do projecto de remodelação esteve a cargo de Siza Vieira, e contou com o projecto museológico de António Nabais.







domingo, 15 de agosto de 2010

15 de Agosto em Lisboa

Todos os anos por esta altura costumo deixar aqui algumas impressões sobre os meus passeios por Lisboa. Na verdade, apesar de ser uma lisboeta de “gema” e de palmilhar muitos dos seus caminhos, em Agosto, a cidade apetece e sabe melhor, só nesta ocasião ponho em dia certos percursos, descanso o olhar em pormenores em que a pressa do quotidiano não permite parar.
Neste dia 15 de Agosto, o objectivo era ir ver a exposição «Corpo – Estado, Medicina, e Sociedade no Tempo da I República»,no Torreão Nascente do Terreiro do Paço já que no domingo anterior tinha ido ver a outra exposição « Viajar. Viajantes e Turistas à Descoberta de Portugal no Tempo da Primeira República», no Torreão Poente - de qual aliás gostei muito porque aborda o tema da viagem, dos primeiros turistas estrangeiros em Portugal e do nascimento do lazer entre os portugueses, das praias, das termas, do ritual de viajar e partir de casa, dos meios de transporte utilizados na época.

Ao chegar ao Terreiro de Paço tive a oportunidade de ver no Tejo algumas embarcações tradicionais, que se juntavam possivelmente para integrar a regata do «Atlântico Azul», entre as quais lá ia o bote de fragata «Baía do Seixal», sempre tão gracioso a navegar no Tejo…


A exposição «Corpo – Estado, Medicina, e Sociedade no Tempo da I República» é bem mais pequena do que as anteriores que já vi, inseridas nas comemorações da Proclamação da República, mas igualmente interessante, por retratar a história da medicina em Portugal no séc. XX, exibindo instrumentos médicos, fotografias, e até cenas um pouco macabras, de filmes antigos que nos mostram operações feitas na década de 10/20, horripilantes, em que os pacientes praticamente não têm anestesia, e são verdadeiramente esquartejados de forma brutal. Apesar de um documento precioso, não recomendo para quem tem o estômago sensível. No geral, é uma exposição mais especializada do que as restantes, mas vale a pena visitar.
À tarde, depois de uma boa açorda de camarão na Portugália, o objectivo era ver uma outra exposição no Carmo, também sobre a República, mas alusiva à educação, no Palácio Valadares, tal como vinha anunciado na Agenda Cultural. Mas, o nº32, como vinha publicado não corresponde ao Palácio Valadares, mas sim à Guarda Nacional Republicana, e o mesmo, que em tempos foi a Escola Secundária Veiga Beirão, onde andei do 7º ao 9º ano, estava fechado, sem quaisquer indícios de exposição. Ainda fui perguntar à GNR, se sabiam de alguma coisa, mas coitados dos militares ficaram a olhar para mim embasbacados.
Resultado, não vi a tal exposição sobre a educação, mas deixei-me ficar a saborear uma magnífica esplanada no Rossio, a pôr a conversa em dia, que sabe sempre tão bem. Por coincidência, apanhei ainda o final da última etapa da Volta a Portugal em bicicleta, no Rossio, a qual foi durante muitos anos um ponto alto das minhas férias de verão, entretendo-me a seguir com curiosidade o percurso do Joaquim Gomes, esse célebre corredor.
Um dia bem passado para desanuviar do stress.

sábado, 7 de agosto de 2010

Almada by night

Vestígios fotográficos de uma caminhada noctuna entre Cacilhas e o Ginjal. Noite quente com bonitas vistas sobre o rio, com a ponte iluminada, e na outra margem a cidade cintilando, com a magia de uma noite de verão. Pelo caminho, muitas esplanadas, restaurantes giros e interessantes, copos de vinho branco e petiscos. Um Ginjal encalhado entre ruínas, abandonos e recantos a lembrar as ilhas gregas. Valeu a pena, foi uma noite diferente...a dar a corda aos sapatos!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Milfontes: entre achados e perdidos

«Agarra o teu mundo
Acende os lugares onde se escondem os sentidos
E não tenhas medo se às vezes falhares
O que importa é o caminho que fica entre achados e perdidos»

Letra de música Achados e Perdidos de Mafalda Veiga

Regressei a Milfontes. A canção do Rui Veloso diz-nos para não voltarmos aos lugares onde já fomos felizes, pois nada do que por lá virmos «será como no passado» e que não podemos «reacender um lume já apagado», mas nestas coisas, não consigo ter as «regras da sensatez» que o Veloso nos fala e por isso eis-me outra vez neste lugar repleto de memórias e recordações.
Conheci Milfontes com 25 anos quando a aventura dos mini-concursos me colocaram numa pequena escola básica do 2º e 3º ciclo na bela região do Cercal do Alentejo. Nesse período, que ainda hoje considero um dos mais felizes da minha vida, descobri-me enquanto pessoa e tive o prazer da camaradagem entre colegas, que tal como eu, se encontravam destacados na mesma escola. Ao longo desse ano lectivo de 1998/1999 muitas das nossas jantaradas e rituais de animação, a que chamávamos cerimoniosamente de “arruaças”, ocorreram precisamente em Milfontes, a 13 kms do Cercal. Aí coleccionámos comizainas, gargalhadas regadas com bom vinho, brincadeiras e histórias que imortalizámos em fotografias guardadas em álbuns fotográficos. Aqui de novo em Milfontes, contemplando o rio Mira, que corre sereno e tranquilo para o mar eu recordo os luares, as loucuras, os sonhos partilhados, as nossas palermices…
Milfontes é assim este lugar de refúgio, onde gosto sempre de voltar, nem que seja para recordar tudo o que aqui já vivi de bom. Mergulho-me no rio, a água é gelada, mas vale o sacrifício…







segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Visita à Golegã e a Alpiarça


Domingo de manhã. Partida de Lisboa com destino à Golegã e a Alpiarça com o objectivo de conhecer a Casa José Relvas e a Casa dos Patudos. Enquanto a cidade desperta, e os últimos resistentes da noite boémia ainda se vêem sair das discotecas, eu e o grupo com que viajei fizemo-nos à estrada, às 8horas da manhã. Não queríamos desperdiçar pitada do passeio que tínhamos em mente.
Ao chegar à Golegã dirigimo-nos ao café Central, por sinal o único que vimos aberto na localidade. Aí pude saborear um doce típico da região, o «toureiro», feito de ovos, açúcar e amêndoa.







Movidos pela curiosidade de conhecer a Casa de Relvas, assim que pudemos dirigimo-nos para lá, porém tivemos de esperar mais meia-hora, pois acabava de entrar uma visita e por isso teríamos de esperar pela seguinte. Assim o fizemos. Passado o tempo combinado, mal não foi o nosso espanto, quando a técnica que fazia as visitas nos pediu imensas desculpas, mas tinha sido contactada pelo Presidente da Câmara, no sentido de fazer uma visita privada ao senhor embaixador da Inglaterra, que estaria a caminho. Ficámos indignados, afinal tínhamos ido de propósito de Lisboa e ainda queríamos visitar a Casa dos Patudos em Alpiarça. Mas, enfim, apesar de se resmungar, lá encolhemos os ombros e fomos almoçar, prometendo voltar às 14h.


Golegã

Procuramos um lugar para almoçar, mas acabámos por convergir para o Café Central, pois parecia estar tudo fechado. Houve quem comesse sopa da pedra, muito típica na região, e quem comesse ensopado de borrego e vitela assada. O vinho escolhido «O Capítulo», também não era mau de todo…
Depois de um almoço bem divertido, regressámos à Casa do Carlos Relvas para visitar o ateliê fotográfico. Desta vez, não houve mais impedimentos. Calçámos uns sacos de plástico para entrar na casa e pudemos descobrir aquela pérola arquitectónica e artística. Confesso que o que me fez mais confusão foi quando nos fecharam numa sala a ver a projecção de um filme de contextualização sobre o homem e o estúdio fotográfico, e de repente, o manequim que se encontrava sentado, representando Carlos Relvas, começou a falar, com uma expressão facial semelhante a um holograma… que susto! Aquilo deve assustar imenso as crianças…


Fazendo um pouco a história do edifício, pode dizer-se que este foi edificado entre 1871 e 1875, por vontade do lavrador abastado Carlos Relvas (1838-1894) natural da Golegã. O chalet , como é conhecido na Golegã, é único no mundo, tendo sido construído de raiz, como monumento aos precursores da fotografia e com o objectivo de possuir um laboratório e estúdio fotográfico, dado que Relvas foi um dos percussores da fotografia em Portugal. Em termos arquitectónicos, a Casa-Estúdio é também singular, apresentando uma estrutura de ferro forjado (33 toneladas), com estilos revivalistas, como o gótico e o mourisco. « O conjunto parece ter sido inspirado no modelo de um templo cristão. A fachada principal virada a poente, ladeada de dois “baptistérios”, ostenta um pórtico decorado com um baixo relevo representando um cavalo marinho, tendo por cima um janelão-varanda reodeado pelos bustos de Niépce e Daguerre (…) » ( folheto de divulgação da Casa Relvas).
Pelo seu valor histórico e arquitectónico, assim como pelo espólio fotográfico de Carlos Relvas, que inclui diversas máquinas antigas e milhares de fotografias, vale a pena visitar esta casa e conhecer esta figura tão multifacetada para a época em que viveu, tendo sido lavrador, cavaleiro, criador de cavalos, músico, e inventor, entre outras facetas.
Por termos ficado tão agradados com o que vimos, contrariamente ao que tínhamos decidido antes, acabámos por não fazer a reclamação por escrito em relação à visita do embaixador. Diga-se em abono da verdade que esta situação caricata não devia acontecer, pois passa uma imagem, que realmente um embaixador vale mais do que os comuns mortais. Se havia um programa estabelecido, só tinham de nos dizer que não podiam fazer a visita na hora que pretendíamos, não era haver esta falta de comunicação entre os serviços…
Rumo a Alpiarça, o destino era a Casa dos Patudos. Belo palácio o de José Relvas, filho de Carlos Relvas, e um dos grandes impulsionadores da República Portuguesa, tendo sido ele um dos presentes na varanda da Câmara Municipal de Lisboa, aquando da implantação a 5 de Outubro de 1910.
Apesar de parte do palácio se encontrar em obras, em virtude de uma candidatura ao QREN, o recheio do mesmo é riquíssimo e bastante diversificado. Nele podemos encontrar azulejos, contadores, presépios de Machado de Castro, mobiliário estilo império, porcelanas, pinturas de numerosos artistas portugueses e internacionais entre as quais se destacam obras de Silva Porto, Tomás de Anunciação, Roque Gameiro,Columbano, José Malhoa, assim como esculturas de Soares dos Reis e cerâmicas de Rafael Bordalo Pinheiro, entre muitas outras peças valiosas e belíssimas.
Uma casa porém, marcada pela tragédia e pelo fim de uma geração familiar, pois os três descendentes de José Relvas vieram a falecer, dois por febre tifóide, e um outro por suicídio aos 35 anos. Com o fim da família à vista, José Relvas deixou em testamento o palácio à Câmara Municipal de Alpiarça, tendo deixado anotado inclusive a forma como gostaria que as peças fossem dispostas e apresentadas.
Foi um domingo em beleza. Faz falta sair e espairecer…Mesmo em dias de chuva podemos descobrir magníficos tesouros na nossa cultura portuguesa.

Alpha: a história de uma amizade que sobrevive há milénios

Alpha é um filme que conta uma história que se terá passado na Europa, há cerca de 20.000 anos, no Paleolítico Superior, durante a Era do...