
O anthropos é um espaço de reflexão, de pausa e de abertura para os diálogos do pensamento... para a poesia que exala das palavras, para o imaginário que nos delicia e nos transporta à infância, para a literatura, para as viagens... para o lúdico... para as causas reais pelas quais nos devemos afirmar. Convido-o desde já a participar nesta minha primeira aventura bloggista e espero que seja divertido!!
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Em obras...

sábado, 12 de janeiro de 2008
Gatos
nem mais furtiva a alva aventureira;
sob a lua, tu és essa pantera que de longe avistamos, cautelosos.
Por obra indecifrável de um decreto divinal,
procuramos-te vãmente;
mais remoto que o Ganges e o poente,
são teus a solidão e o mais secreto.
Teu lombo condescende com a amorosa carícia desta mão,
já admitido tens desde a eternidade que e olvido todo o amor da mão tão receosa.
Em outro tempo estás.
És tu o dono de um âmbito fechado como um sonho.»
Hoje deixo aqui o repto para salvar estes animais, pois estão mesmo a precisar. Quem gostar de bichanos não hesitem...Para mais informações, visite este blog http://www.os118.blogspot.com/
O QUE PRECISA SER FEITO- Esterilizar fêmeas para o qual precisamos donativos e veterináriosque façam preços especiais.- Fazer anúncios de adopção, divulgação, encontrar FAT ou donos paraestes animais- FAT para os bebés (há 3 bebés ariscos e 3 bebés com cerca de 5 meses mas têm corpo de 2 e são 1 doce) - Ajuda nas limpezas.terça-feira, 1 de janeiro de 2008
1º Dia do ano
Preocupa-me sobretudo, quando me deito e quando ao adormeceu oiço os gemidos da minha vizinha de baixo de 96 anos, que vive sozinha com uma empregada com quase a mesma idade do que ela e completamente surda.
Nesta primeira noite do ano, algo se passou de diferente. Depois de uma noite bem passada no Atlântico com os Gatos Fedorentos, de muita animação e de muito poucas horas de sono, acordei subitamente. Achei estranho o porquê daquele inesperado despertar, pois nada me tinha levado a isso. Deitada na cama, questionei o motivo, mas a verdade é que passado alguns minutos eu acabei por perceber. Foi algo quase sobrenatural, confesso, como se me respondessem à minha pergunta e à minha inquietação. Não tardou a ouvir um estrondo e depois desse um gemido em escala crescente, um grito de ajuda que ecoou por todo o prédio. Numa fracção de segundos eu percebi tudo o que acontecera, a minha vizinha idosa acabara de cair da cama e eu ali impotente, sem saber o que fazer, e se fosse tudo produto da minha imaginação, e se não fosse mais do que o habitual suplício que oiço com pesar ao longo dos últimos meses? Mas, não, eu sabia que não podia ficar parada, os gritos de ajuda batiam cada vez mais dentro da minha consciência. Corri ao quarto da minha mãe, expliquei-lhe a situação e acorremos ao andar de baixo a bater à porta insistentemente. Do outro lado, apenas o desespero se ouvia e nós ali sem saber o que fazer. A outra senhora dormia sem ouvir nada… A única solução era ir tentar acordar alguém que pudesse chamar o filho dela e viesse acudi-la rapidamente.
A ajuda só chegou mais de meia hora depois, pois este vive longe. E mesmo assim não foi fácil, teve de arrombar a tranca, que as fechava por dentro, teve de ter sangue frio, para ouvir a mãe implorar para que a salvassem.
Quando entrámos o cenário era mesmo aterrador, a senhora deitada no chão, cheia de sangue, sem forças, pálida, a tremer de frio…. O 112 não tardou a chegar para a socorrer.
Confesso que esta situação me deu a volta ao estômago, não esperava acordar com ela àquela hora da manhã, mas mais do que isso, fez-me pensar que eu não quero acabar assim… Que vida esta para a maioria dos nossos idosos, em que a maioria dos filhos não pode tomar conta dos pais…O que seria daquela senhora, se não houvesse ninguém que desse o sinal de alerta? Quantos e quantos não vivem na mais completa solidão, sem a menor réstia de esperança, de carinho de consolo?
Confesso que esta cena me comoveu e se eu aqui a partilho é apenas porque acho que não podemos ficar indiferentes a este tipo de situação, temos de ser responsáveis, de agir, de ajudar, quando ouvimos o apelo. Na verdade, chocou-me a apatia dos meus vizinhos que praticamente não compareceram à chamada, não vi praticamente ninguém vir á porta, e se havia barulho no prédio, Meu Deus!
Regressei à cama, mais tranquila, pelo menos tinha cumprido a minha missão, aquela que me fizera acordar!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
MENSAGEM DE ANO NOVO

Mais cedo ou mais tarde, será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.
Aprendemos que perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.
Aprendemos que é necessário um dia de chuva para darmos valor ao Sol, mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima.
Aprendemos que heróis não são aqueles que realizam obras notáveis, mas os que fizeram o que foi necessário e assumiram as conseqüências dos seus actos.
Aprendemos que, não importa em quantos pedaços nosso coração está partido, o mundo não pára para que nós o consertemos.
Aprendemos que, ao invés de ficar esperando alguém nos trazer flores, é melhor plantar um jardim.
Aprendemos que amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de nos fazer felizes. Cabe a nós a tarefa de apostar nos nossos talentos e realizar os nossos sonhos.
Aprendemos que o que faz diferença não é o que temos na vida, mas QUEM nós temos. E que boa família são os amigos que escolhemos.
Aprendemos que as pessoas mais queridas podem às vezes nos ferir. E talvez não nos amem tanto quanto nós gostaríamos, o que não significa que
não amem muito, talvez seja o máximo que conseguem. Isso é o mais importante.Aprendemos que toda mudança inicia um ciclo de construção, se você não esquecer de deixar a porta aberta.
Aprendemos que o tempo é precioso e não volta atrás. Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro. O nosso futuro ainda está por vir.
Então aprendemos que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.»
Fonte Mensagens e Poemas
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Até Sempre!

Logo depois do almoço, quando o estômago estava já reconfortado e a gula aumentava à medida que as sobremesas se aproximavam, o telefone tocou. Pensei que fosse mais alguém a desejar as boas festas, mas não, do outro lado uma notícia triste destruía o nosso almoço e a tranquilidade do dia.
A minha tia Ivone morrera nessa manhã. Precisamente um dia antes de completar um ano do AVC que a colocou numa situação praticamente incomunicável, vivendo numa espécie de limbo do qual nunca regressou. Naquele momento, tudo acabara, uma vida de luta e de trabalho nos campos do Alentejo, de suor sofrido, de força viva que lhe emanava nas veias…uma mulher de armas cedendo ao mais cruel dos rituais de passagem que todos nós um dia atravessaremos.
Compreendi que naquele estado, talvez a morte tivesse sido a melhor solução, mas é sempre com pena que vemos um ente querido partir e a família a diminuir. Ainda há tão poucos anos, ela enterrara o filho, vítima também de um acidente cardio-vascular e agora era a vez dela...
Nunca a esqueceremos, a sua fala cantada, o sorriso aberto com que nos recebia, as histórias de medo e terror que nos contava, sobre fantasmas nas planícies alentejanas… de tudo isso iremos sentir falta tia…
Não há dúvidas que esta vida é uma passagem… cada vez mais rápida e efémera, só quem nos marca sobrevive em nós!
Até sempre tia Ivone!
domingo, 23 de dezembro de 2007
Feliz Natal

FELIZ NATAL A TODOS!!!!!
«Neste Natal»
Todos os Natais,
Há palavras a mais,
Palavras que se repetem
E que levados pelos vendavais
Depressa se esquecem.
Palavras que se gastam pela força da tradição,
Onde o amor e a compreensão,
Só servem como pregão.
Neste natal,
Entremos nele,
Com o coração mais aberto,
Mais cheio de alegria,
E alimentemos a esperança,
Que tudo será novo nesse dia.
Não façamos com que o Natal
Seja apenas a busca da prenda certa,
Preparemo-nos sim,
Para comemorar uma grande festa,
Onde a paz e a fraternidade
Substituam os sentimentos de
Mágoa, tristeza e rivalidade.
domingo, 16 de dezembro de 2007
A primeira festa do Saltibanco nos Combatentes
Teve lugar no dia 16 de Dezembro na Colectividade dos «Combatentes», na freguesia dos Prazeres, a primeira festa do projecto «Saltimbanco». Quem já ouviu falar dele, sabe que este projecto é uma ideia da minha irmã Catarina e que pretende ser uma resposta a algumas solicitações no âmbito da animação infantil, de festas, de eventos, oferecendo uma mão cheia de serviços, quer para míudos como para graúdos. Ainda está a dar os primeiros passos, por isso toca a requisitar actividades ao Satimbanco, a mana orgulha-se do seu trabalho!
Quem quiser dar um olhinho o site é:
Ficam as fotos da festa de Natal para recordar....




Aproveitem para ver outras fotos neste site:
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Felicidade...

sábado, 8 de dezembro de 2007
Solidariedade com as crianças do IPO

«O que se pede é muito simples...! São necessários (principalmente) pijamas para as crianças que estão no IPO a fazer tratamentos de quimioterapia... Após os tratamentos, os pijamas ficam muito sujos e gastam-se muito rapidamente....Só por curiosidade, no ano passado foram entregues 76 pijamas... e o IPO ficou muito satisfeito com esta dádiva.... este ano vamos repetir a façanha e se possível ultrapassar este número.....
Esta ideia surgiu há dois anos e hoje já me atrevo a apelidá-la de "Movimento Pijaminha" pelo sucesso que têm tido os esforços conseguidos! :)
Pela 3ª vez consecutiva, venho apelar à vossa boa-vontade e pedir-vos que se juntem a mim no esforço de tornar o Natal de algumas crianças mais quentinho.
As necessidades existentes passam pela falta de pijamas, pantufas, chinelos, meias, robes e fatos de treino.
Aqui fica um contacto: carla.fiscogal@netcabo.pt
Se divulgarem já estão a ajudar!!!»
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
domingo, 2 de dezembro de 2007
Domingo de manhã em Lisboa...
Jardim Amoreiras
Rua da Escola Politécnica
Museu de História Natural
Anfiteatro do Museu de História Natural
Largo da Misericórida - escultura dedicada ao cauteleiro
Estátua dedicada a Eça de Queirós
Alpha: a história de uma amizade que sobrevive há milénios
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