quarta-feira, 30 de junho de 2010

Milfontes: entre achados e perdidos

«Agarra o teu mundo
Acende os lugares onde se escondem os sentidos
E não tenhas medo se às vezes falhares
O que importa é o caminho que fica entre achados e perdidos»

Letra de música Achados e Perdidos de Mafalda Veiga

Regressei a Milfontes. A canção do Rui Veloso diz-nos para não voltarmos aos lugares onde já fomos felizes, pois nada do que por lá virmos «será como no passado» e que não podemos «reacender um lume já apagado», mas nestas coisas, não consigo ter as «regras da sensatez» que o Veloso nos fala e por isso eis-me outra vez neste lugar repleto de memórias e recordações.
Conheci Milfontes com 25 anos quando a aventura dos mini-concursos me colocaram numa pequena escola básica do 2º e 3º ciclo na bela região do Cercal do Alentejo. Nesse período, que ainda hoje considero um dos mais felizes da minha vida, descobri-me enquanto pessoa e tive o prazer da camaradagem entre colegas, que tal como eu, se encontravam destacados na mesma escola. Ao longo desse ano lectivo de 1998/1999 muitas das nossas jantaradas e rituais de animação, a que chamávamos cerimoniosamente de “arruaças”, ocorreram precisamente em Milfontes, a 13 kms do Cercal. Aí coleccionámos comizainas, gargalhadas regadas com bom vinho, brincadeiras e histórias que imortalizámos em fotografias guardadas em álbuns fotográficos. Aqui de novo em Milfontes, contemplando o rio Mira, que corre sereno e tranquilo para o mar eu recordo os luares, as loucuras, os sonhos partilhados, as nossas palermices…
Milfontes é assim este lugar de refúgio, onde gosto sempre de voltar, nem que seja para recordar tudo o que aqui já vivi de bom. Mergulho-me no rio, a água é gelada, mas vale o sacrifício…







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