quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Dia das Bruxas!!!



Hoje é a noite das Bruxas, o Halloween nos Estados Unidos, que de há uns anos para cá comemoramos com algum espírito muito discreto!
É dia de folia, rebaldaria, de nos vestirmos de preto, de soltarmos as bruxas que há em nós! Preparem-se convenientemente para a noite.
Ficam aqui algumas referências históricas deste dia!
A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às actuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração.
Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão" na língua celta).
O fim do verão era considerado como ano novo para os celtas. Tratava-se de uma data sagrada sendo durante este período que os celtas consideravam que a fronteira entre o mundo material e o mundo dos mortos (ancestrais) e dos deuses (mundo divino) ficava mais diluída.
Essa noite sagrada (hallow evening, em inglês) ocorria entre o pôr-do-sol do dia 31 de Outubro e 1 de Novembro. Conclui-se assim que o termo "Dia das bruxas" não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.
A relação da comemoração desta data com as bruxas propriamente ditas terá começado na Idade Média no seguimento das perseguições incitadas por líderes políticos e religiosos, sendo conduzidos julgamentos pela Inquisição, com o intuito de condenar os homens ou mulheres que fossem considerados curandeiros e/ou pagãos. Todos os que fossem alvo de tal suspeita eram designados por bruxos ou bruxas, com elevado sentido negativo e pejorativo, devendo ser julgados pelo tribunal do Santo Ofício e, na maioria das vezes, queimados na fogueira nos designados autos-de-fé.
Essa designação perpetuou-se e a comemoração do halloween, levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses (povo de etnia e cultura celta) no século XIX, ficou assim conhecida como "dia das bruxas", uma lenda histórica.
Com a conversão ao cristianismo dos povos europeus, foi-se estabelecendo a partir dos séculos IV e V o calendário litúrgico católico, surgindo as celebrações do Dia dos fiéis defuntos e do Dia de Todos-os-Santos, mitigando as referências às entidades pagãs.
Nesta data, muitos grupos reúnem-se e meditam em volta de fogueiras para honrar seus mortos e seus deuses, com oferendas como frutas e flores, e terminam a festa compartilhando comida e bebida, música e dança. Uma boa bebida para essa época é o leite quente com mel, servido com pedaços de maçã e polvilhado com canela. Pode-se acrescentar o chocolate, que na época dos celtas não existia, mas que hoje é muito bem-vindo.
Os cristãos mais fiéis reprovam as festividades. Os católicos consideram-na inclusive como uma afronta ao Dia de Todos-os-Santos, portanto resistem ao evento relacionando-o aos modismos provenientes da cultura consumista norte-americana.
Informações retiradas da Wikipédia

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

30 de Outubro -Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama


Assinala-se no dia 30 de Outubro um dia simbólico para chamar a atenção de um dos problemas mais nefastos que afectam sobretudo as mulheres, o cancro da mama.
Penso que a prevenção desempenha um papel fundamental para evitar que pequenas alterações no nosso corpo degenerem em malformações malignas que possam por a nossa vida em risco. E por vezes basta tão pouco para se evitar o pior. Desde o auto exame, que a própria mulher pode fazer mensalmente, até a uma consulta de rotina no médico de consulta geral ou mesmo na ginecologista.
Digo isto porque eu própria andei durante algum tempo muito preocupada com algo que fora detectado no meu peito direito, numa simples consulta de rotina na ginecologista. Foram meses complicados os que se sucederam, de angústia, de espera, de mamografias, ecografias, citologias, de caminhar para as consultas de Senologia no Hospital dos Capuchos com alguma regularidade e sem resultados concretos. Ninguém sabia dizer o que era aquilo, e entre os episódios anedóticos de longos tempos de espera dos resultados, porque os exames se extraviaram, o tempo ia passando. Nessas alturas, passam-nos tantas coisas pela cabeça, que começamos a fazer logo as piores conjecturas. É difícil pensar que chegou a nossa vez de viver um drama desses. Mas, felizmente, entre alguns atrasos, os resultados chegaram e o meu caso não foi nada de grave, apenas um encapsulamento normal, nada de alarmante, que convém apenas vigiar.Mas, o pior é que nem sempre o resultado é feliz e por isso, nós mulheres temos de estar atentas a qualquer sinal diferente no nosso corpo. Ao menor sinal de dúvida, não hesitem, consultem um médico, pois a prevenção é o fundamental e o acompanhamento e vigilância não deve ser negligenciado.
Segundo os dados estatísticos todos os dias surgem em Portugal dez novos casos de cancro da mama, e é o tipo de tumores que mais mulheres afecta, sendo a taxa de mortalidade de cerca de 1600 mortes por ano. Por isso, quanto mais cedo a doença for diagnosticada mais hipóteses há de cura. O facto das mulheres estarem mais conscientes deste perigo tem permitido a diminuição do número de mortes e a superação de um mal tantas vezes fatal.
Este dia rosa é assim de assinalar, sobretudo para que não nos esqueçamos que vale a pena viver!!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Finalmente... A minha primeira máquina fotográfica digital


Já não era sem tempo adquirir uma máquina digital! Mas, é verdade tenho sido uma das resistentes das máquinas com película, por sempre ter considerado que a minha outra máquina apesar de não ser sofisticada tirava boas fotografias. Mas, agora era a hora de aderir às novas tecnologias e de poder fazer bom uso de uma digital. Não imaginam aquilo que procurei, até que encontrei aquilo que pretendia, com uma óptima relação qualidade preço. Trata-se de uma Fuji Fine Pix S5700.
Esperemos que sejamos agora amigas inseparáveis e que eu tenha um tempinho para aprender a tirar proveito dela, pois já é uma semi-profissional. Espero que possa aqui mostrar-vos as minhas fotos e os meus progressos nesta área.

Bom fim de semana!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Incorrigíveis

Um pouco de humor...

Há um projecto de humor novo, disponível só na internet, que é imperdível e que conta com a participação de nomes como Ricardo Araújo Pereira, José Diogo Quintela, Bruno Nogueira, Herman, entre outros... a não perder!
http://pftv.sapo.pt/

domingo, 21 de outubro de 2007

A Vida Interior de Martin Frost – um filme em livro e no grande ecrã


O filme de que hoje vos falo é um filme que começou por ser uma história paralela do livro «O Livro das Ilusões» do escritor norte-americano Paul Auster, de 2002 (o único que não tenho autografado pelo autor e aquele que mais gostei de todos os que li dele). Neste livro, que aconselho a todos os apreciadores do estilo de Auster, «A vida interior de Martin Frost» é também um filme, o qual é aí interpretado pelo actor Hector Mann, cuja personagem é o fio condutor de todo o romance. O livro é uma peripécia contínua, muito visual, uma autêntica homenagem ao cinema de Hollywood do princípio do século XX, com muitas histórias cruzadas, muitas descrições de filmes, muita imaginação pelo meio.
No «Livro das Ilusões», como tinha já referido, o visionamento da película «A vida interior de Martin Frost» é criteriosamente descrita, como se um guião de filme se tratasse. Conseguimos acompanhar todos os passos, todos os movimentos e diálogos dos personagens, parecendo-nos que também estamos na sala escura a vê-lo.
Ao ir agora ao cinema ver o filme, senti-me a recriar o papel do personagem de David Zimmer, (que no livro visiona o filme) e senti-me espectadora da história pela segunda vez. Confesso que, como esta não era a história principal do livro, existiam muitos detalhes que já não me recordava, mas a mente é prodigiosa e assim que a acção começou a decorrer, ia-me vindo à memória cada cena, cada diálogo, cada desenvolvimento do mesmo.

Esta é a história de Martin Frost, um escritor que passara três anos a escrever um romance e estava a passar uns tempos em casa de uns amigos, que se encontravam fora. Um dia acorda na cama, com uma mulher ao seu lado, que desconhece, e começa aí o desenvolvimento da acção…
A adaptação do filme está muito fiel ao livro, pelo menos na primeira parte do mesmo, embora com algumas diferenças. Na segunda parte, Paul Auster continua a história, mas sem o mesmo encanto e interesse da primeira, divagando um pouco no argumento, assemelhando-se um pouco a um filme de David Lynch, com laivos de comédia, e alguma confusão.
As paisagens são fantásticas, não fosse o facto de ter sido filmado em Sintra, o ambiente é intimista, sendo praticamente todo filmado numa moradia, aí situada. O resultado do filme é interessante, mas reconheçamos que podia ser melhor. Acredito que quem não seja leitor de Auster possa ficar um pouco desiludido, mas entendamos que este é um filme diferente, não é comercial e não se pode comparar com os outros.

Deixo-vos com um excerto do «Livro das Ilusões» para que entrem neste filme austeriano, com as palavras de David Zimmer, sobre o filme da Vida Interior de Martin Frost, que acabou de visionar. «Demorei um pouco a penetrar no filme, a entender o que e estava a passar no ecrã. A acção era filmada com um realismo tão cru, com uma atenção tão escrupulosa aos detalhes da vida de todos os dias, que não consegui apreender a magia que se ocultava no cerne da história (…) Passava-se no interior da cabeça de um homem – e a mulher que entrara nessa cabeça não era uma mulher real. Era um espírito, uma figura nascida da imaginação do homem, um ser efémero enviado para ser a sua musa.»

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Os Benefícios do Mel e da Canela


Numa altura em que as contipações começam a andar aí e em que todo o cuidado é pouco, deixo aqui algumas indicações que uma amiga minha me enviou por email a propósito dos benefícios do mel e da canela. Espero que resultem as mezinhas. Experimentem!
Qual é o único alimento que não estraga? O mel de abelhas. A mistura de Mel e Canela cura a maioria das doenças. O mel é produzido em quase todos os países do mundo. Apesar de ser doce, a ciência demonstrou que, tomado em doses normais como medicamento, o mel não faz mal aos diabéticos. A revista "Weekly World New" do Canadá, na sua edição de 17 de Janeiro de 1995, publicou uma lista das doenças que são curadas pelo mel misturado com Canela.

DOENÇAS DO CORAÇÃO: Faça uma pasta de mel com canela. Coloque no pão e coma-o regularmente no café da manhã no lugar de manteiga e geléia Reduz o colesterol nas artérias e previne problemas no coração Também previne novos enfartos nas pessoas que já tiveram um antes. O uso regular deste processo diminui a falta de ar e fortalece as batidas do coração. Nos Estados Unidos e Canadá, se utiliza esta pasta continuamente nos asilos, descobriu-se que o mel com canela revitaliza as artérias e veias dos pacientes idosos e as limpa.

PICADAS DE INSECTOS: Misture uma colherzinha de mel, duas colherzinhas de água morna e uma colherzinha de canela em pó. Faça uma pasta com os ingredientes e esfregue-a suavemente sobre a picada. A dor e a coceira irão desaparecer em um ou dois minutos.

ARTRITE: Misturar: uma xícara de água quente com duas colheradas de mel e uma colherzinha de canela em pó. Beber uma de manhã e uma de noite. Se tomar com freqüência pode até curar a artrite crônica. Numa pesquisa feita na Universidade de Kopenhagen os médicos deram aos seus pacientes diariamente, antes do café da manhã, uma colherada e mel e 1/2 de canela em pó. Em uma semana, de 200 pacientes que seguiram o tratamento, 75 deixaram de ter dor inteiramente. Um mês depois todos os pacientes estavam livres da dor, mesmo aqueles que quase não conseguiam já caminhar.
PERDA DE CABELO: Os que sofrem de calvície ou estão perdendo o cabelo, podem aplicar uma pasta de azeite de oliva o más quente que resistir, uma colherada de mel e uma colherzinha de canela em pó no couro cabeludo. Deixar por 15 minutos antes de lavar. Foi comprovado que é eficiente mesmo quem deixar a pasta na sua cabeça somente 5 minutos.

INFECÇÕES DE RINS: Um copo de água morna misturada com duas colheradas de canela em pó e uma colherada de mel, mata os germens que produzem infecção nos rins. Tomar de manhã e de tarde até que a infecção acabe.

DOR DE DENTES: Fazer uma pasta com uma colherzinha de canela e cinco colherzinhas de mel e aplicar no dente que está doendo, repita pelo menos 3 vezes ao dia.
COLESTEROL: Duas colheradas de mel com três colherzinhas de canela misturados em meio litro de água. Deve tomar-se 3 vezes ao dia, isto reduz o colesterol em 10% em 2 horas... Tomado diariamente elimina o colesterol completamente.
CONSTIPAÇÕES: Para curar completamente sinusites, tose crônica e resfriados comuns ou severos, misturar uma colherada de mel morna com 1/4 colherada de canela em pó e tomar com freqüência. A mistura de mel com canela também alivia os gases no estômago, fortalece o sistema de imunidade, e alivia a indigestão.

VELHICE: Também evita os estragos da idade quando se toma regularmente... misture 4 colheradas de mel, uma colherada de canela e três xícaras de água. Ferva para fazer um chá com estes ingredientes e beba 1/4 de xícara, três ou quatro vezes ao dia. Mantém a pele fresca e suave, e diminui os sintomas da idade avançada. Beber este chá alonga a vida e até uma pessoa de 100 anos pode melhorar muito e se sentir como alguém muito mais jovem.

PERDA DE PESO: Diariamente, meia hora antes de deitar e meia hora antes de tomar café, beba mel com canela fervido numa xícara de agua. Se beber todo dia reduz o peso até de pessoas muito obesas.

DOR DE GARGANTA: Tome de quatro em quatro horas uma colherada de mel misturada com meia colher de Vinagre de Sidra.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza



Comemora-se a 17 de Outubro o dia Internacional da Erradicação da Pobreza. Infelizmente no nosso país, a pobreza tem-se vindo a revelar cada vez mais aos olhos de todos nós, escondendo-se muitas vezes pela vergonha e o mal-estar social que tal embaraço causa. Para tal muito tem contribuído o crescente endividamento da maior parte das famílias portuguesas, vítimas fáceis de uma sociedade cada vez mais consumista, que gera ideais de felicidade em torno dos bens materiais, e que proporciona ideias erradas em relação a créditos imediatos, sem juros.
Por esses motivos é importante que reflictamos, não só hoje mas sempre, sobre a condição precária dos que vivem em situação limite e o que podemos fazer por eles, por vezes basta um simples contributo, através de campanhas de solidariedade, ou de outras formas mais ou menos directas.
Para chamar a atenção sobre este dia estão previstas várias acções um pouco por todo o lado, no âmbito da iniciativa «Lrvanta-te» contra a pobreza, uma iniciativa da Campanha Pobreza Zero que decorre do desde as 21 horas do dia 16 de Outubro às 21 horas do dia 17, não só no nosso país, mas em todo o mundo. Espera-se que 27 000 portugueses aderiam a esta iniciativa. As actividades podem ser realizadas por quem entenda, onde quiser, basta apenas registar esse momento de manifesto na Internet para documentar o acontecimento.
No site www.pobrezazero.org/levantate há muitas mais informações sobre esta iniciativa, que visa um mundo melhor e mais justo.

O meu contributo singelo neste dia bastante simbólico é um poema que fiz em 2005 sobre os sem-abrigo. Nessa altura estava desempregada, possuía uma noção de tempo diferente, o que nos faz, às vezes, olhar para os outros com mais atenção e a reflectirmos um pouco mais na vida. No dia em que me inspirei para fazer este poema, estava frio e chovia intensamente, e ali naquela rua, completamente ensopada, havia uma mulher negra, mendiga, algo demente, que resistia, levando-me a querer que possivelmente nem saberia bem onde estava. Naquele momento, senti-me impotente e cobarde por achar que sozinha nada podia fazer para melhorar a vida daquela mulher, ao mesmo tempo, que me fez ver a minha vida de uma outra forma, como se o «copo afinal não estivesse vazio», mas apenas «meio cheio». Na verdade, há tantas pessoas a viver em condições tão deploráveis, que os nossos problemas perto dos delas quase nos parecem mesquinhos.
Mas, não podemos olhar para estas pessoas apenas com comiseração e pena, os governos e órgãos competentes têm responsabilidades nesta matéria, têm de criar condições para o desenvolvimento dos seus povos e para o travamento da mendicidade. Se não houver políticas sociais fortes que promovam a inserção destas pessoas na vida social, de pouco servirão as acções isoladas e as nossas boas acções.
Este poema é para essa mulher que vivia nas ruas perto do Camões e fazia delas a sua casa.


A minha casa é a rua!

Não tem paredes, nem janelas
Nem portas para entrar.
O meu tecto é feito de estrelas,
Onde entra o sol e a lua
Que me despertam e embalam.
Chamam-me louca, vagabunda,
Sem tino, nem acerto,
Porque passo os dias neste assento,
Falando ao vento
De como é diferente o meu viver.
A minha casa é a rua!
Não tenho mesas, cadeiras, nem cama,
Apenas este empedrado
Onde me sento e me deito
E este cartão velho e gasto,
Onde permaneço horas infinitas
A ver as pessoas passar.
Reparo nos seus olhos tristes
Cabisbaixas, olhos no chão…
Caminham enclausuradas e amarradas à solidão.
Olham para mim com pena ou desviam-se,
Evitando-me,
Como se eu encerrasse a decadência toda do mundo.
Mas, já estou habituada a isso…
A minha vida é na rua,
Sou pobre, mas sou livre!
Tenho os pés molhados,
O corpo enregelado,
Mas isso que importa,
Se afinal a minha casa é a rua,
E aqui nada me falta!

30/10/2005

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Ensemble c’est tout


«Ensemble c’est tout» foi exibido no último dia do Festival do Cinema Francês, que decorreu de 3 a 15 de Outubro no Cinema S. Jorge e no Instituto Franco-Português, em Lisboa. Este foi também o único filme do festival que escolhi para ver e não me arrependi da escolha. Trata-se de um filme com um enredo simples, mas verdadeiramente enternecedor, uma cereja em cima de um bolo de um fim de tarde de domingo.
Nestas coisas também sou suspeita, pois sou uma grande apreciadora de filmes franceses, não de todos é claro, mas sempre que posso não perco uma fita francesa, sobretudo aquelas que são rodadas em Paris, (espécie de cidade mãe para mim, já que foi lá que fui concebida e era lá que se esperava que nascesse e crescesse, mas não foi esse o meu destino…)
Mas, voltemos ao filme. Este conta a história da vida de quatro personagens, cujas vidas se cruzam, se misturam e se fundem, fala da solidão urbana vivida por diferentes gerações, fala da necessidade dos afectos e da solidariedade entre as pessoas.
Camille (Andrey Tatou – a famosa Amélie Poulain) vive num sótão de um andar parisiense, em quatro paredes acatitadas. Levanta-se todos os dias de madrugada para trabalhar nas limpezas e a sua vida restringe-se às conversas com as colegas de trabalho e o regresso a casa. Quando conhece um dos seus vizinhos, Philbert (personagem muito peculiar, um pouco anacrónico para os dias actuais, bastante formal e cheio de tiques e maneiras), a sua vida começa a mudar. Um dia Camille adoece e Philbert decide trazê-la para o seu apartamento, uns andares abaixo. Mas a convivência de Camille com Franck, com quem Philbert partilha a casa, não será pacífica, embora venha a dar os seus frutos. Franck é um jovem cozinheiro, frustrado com a sua vida pessoal, cuja avó, a Paulette, está num lar, em recuperação de uma fractura do fémur. As relações estabelecidas por estas quatro personagens vão ser determinantes para atenuar a solidão e a sensação de vazio que cada uma delas sente, atenuando-lhes as inquietações do espírito.

É um filme com óptimos diálogos, que fazem desprender facilmente o riso, embora também façam reflectir um pouco sobre a necessidade que o ser humano tem de se agregar, de partilhar com os outros o pouco que tem, e como às vezes pequenos gestos fazem toda a diferença nas nossas vidas.
No fim da sessão, a radiante audiência da enorme sala 1 do S. Jorge, completamente apinhada, não se conteve e houve aplausos efusivos. Saí do cinema satisfeita e convencida que tinha feito uma excelente opção!

sábado, 13 de outubro de 2007

Morre lentamente de Pablo Neruda

Pablo Neruda

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

5 de Outubro em Mértola

No passado dia 5 de Outubro aproveitei o feriado para, juntamente com os meus colegas de trabalho, irmos até Mértola, no Baixo Alentejo.
Chegámos perto da hora do almoço, aproveitámos para ver as vistas, ver o rio que passava caudaloso e barrento, antes de nos dirigirmos ao restaurante «Migas», onde nos aguardava um apetitoso pitéu, já que a comissão organizadora, uma colega minha que pôs mãos à obra para a realização deste passeio tinha já feito a reserva e escolhido os pratos. Havia comer para todos os gostos, desde o mais alentejano, como açorda de bacalhau, às migas com entrecosto, até ao lombo de porco com batata frita e arroz, que estava absolutamente delicioso.
Após o almoço dirigimo-nos em seguida para o Posto de Turismo onde nos aguardava a guia que nos iria acompanhar toda a tarde pelos vários núcleos do Museu de Mértola.
Foi um passeio longo, de várias horas, onde tivemos oportunidade de percorrer a Oficina de Tecelagem (com alguns objectos antigos ligados à fiação e produtos de venda, como mantas, tapetes, chás, ervas de cheiro, entre outros); a Mesquita; o Castelo; a Oficina do Ferreiro; o Museu de Arte Sacra; o Museu de Arte Islâmica; a Câmara Municipal de Mértola onde está instalado o núcleo romano e por fim a Basílica Paleo-Cristã.
Apesar de ser Outono, o calor era forte no Alentejo, o ar estava seco e sufocante, o que nos fazia destilar. As ruas desertas e silenciosas denunciavam o recolhimento das suas gentes, dando-nos a sensação de sermos os únicos forasteiros na localidade. Percorremos ruas íngremes, subidas e descidas, escalamos as escadas da torre do castelo, perdemo-nos entre tanto património… No meio do percurso ainda tivemos oportunidade de admirar as portas de Mértola, antiga entrada de produtos comerciais transaccionados na rota fluvial do Guadiana.
Foi um dia muito bem passado e aproveitado. Mértola ainda tem muito que se veja!





Construída em finais do século XVI, princípio do século seguinte, num dos torreões da muralha a Torre do Relógio de Mértola começou, provavelmente, a funcionar em 1593, data inscrita no sino. A escadaria que leva ao cais é dos anos vinte do século passado, tendo a sua construção sido custeada pela empresa Mason & Barry que explorava os filões de S. Domingos.


Antiga Mesquita/Igreja Matriz de Mértola
A mesquita data do Séc. XII tendo a sua construção incorporado elementos de construções anteriores, nomeadamente de época romana. Com a reconquista foi consagrada ao culto cristão mantendo a estrutura do antigo templo muçulmano. Só no Séc. XVI, devido ao avançado estado de degradação que o templo apresentava, foi levado a cabo um programa de obras que introduziu algumas transformações: a cobertura que é substituída por um sistema de abóbadas nervuradas e o entaipamento de algumas portas; no exterior, o estilo mudéjar alentejano, reflecte-se nos merlões e pináculos cónicos que adornam o templo.

Assente em estruturas muito antigas o Castelo de Mértola foi edificado já em época cristã, tendo ao longo da História sido alvo de muitas transformações e obras de recuperação. A Torre de Menagem construída em 1292 por ordem de Dom João Fernandes, Mestre da Ordem de Santiago, alberga um núcleo museológico e é um local privilegiado para observação da vila e do território envolvente.Está classificado como monumento nacional desde 1943.

Fotos AM e CM
Para mais informações: www.cm-mertola.pt/

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Dia Europeu Contra a Pena de Morte

O dia 10 de Outubro passa a ser o Dia Europeu contra a Pena de Morte. A estreia no calendário foi assinalada esta terça-feira em Lisboa, com uma conferência conjunta da Comissão Europeia, do Conselho da Europa e da Presidência Portuguesa da União Europeia.
A decisão de proclamar 10 de Outubro Dia Europeu contra a Pena de Morte foi tomada no passado dia 27 de Setembro pelo Comité de Ministros do Conselho da Europa, depois de uma iniciativa semelhante ao nível da UE ter sido inviabilizada pela Polónia, alegando que a União deveria abrir antes um debate mais amplo sobre o direito à vida, que incluiria o aborto e a eutanásia.
Através desta iniciativa a Europa expressa assim de viva voz a condenação por esta atrocidade e a defesa dos direitos humanos. Penso que apesar de haver pessoas capazes de cometer atrocidades, crimes hediondos, não somos Deus para lhes dar em troca a morte. Pior do que tudo, muitas vezes vão parar aos corredores da morte pessoas inocentes, que não conseguem defender a sua inocência, a história está repleta de casos desses.
Deixo aqui ficar o meu grito de revolta contra a pena de morte e expressar o meu agrado pela criação deste dia. Que ele inspire todos os povos do mundo para acabarem com esse flagelo.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

SEMANA NACIONAL DOS CUIDADOS PALIATIVOS – 6 A 13 DE OUTUBRO

«Os cuidados paliativos definem-se como uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que ela gera e de proporcionar a máxima qualidade de vida possível a estes doentes e suas famílias. São cuidados de saúde activos, rigorosos, que combinam ciência e humanismo.» (Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos)

Decorrem esta semana actividades que chamam a atenção para os cuidados paliativos, tão fundamentais que são no nosso país. Muita gente, felizmente, por não ter ninguém na família ou ao seu redor que necessite destes cuidados, desconhece o que são e a importância que representam, mas na verdade é um tema que deveria interessar a todos, pois nunca sabemos o dia de amanhã. Assim, os cuidados paliativos destinam-se a todos os doentes que possuem doenças crónicas terminais, que não têm cura. Muitos são os pacientes com estes tipos de doenças, que não se irão salvar, o que não invalida que sejam tratados com dignidade e respeito, devendo prestar-se-lhes o apoio devido.
Em Portugal e noutros países desenvolvidos esta tem sido uma área da saúde negligenciada, desprezando o sofrimento dos doentes incuráveis, apresentando poucas respostas às suas necessidades.
«No nosso país, mais concretamente, podemos dizer que os serviços qualificados e devidamente organizados são escassos e insuficientes para as necessidades detectadas – basta lembrar que o cancro é a segunda causa de morte em Portugal, com uma clara tendência a aumentar. Para além disso, importa reforçar que os cuidados paliativos são prestados com base nas necessidades dos doentes e famílias e não com base no seu diagnóstico. Como tal, não são apenas os doentes de cancro avançado que carecem destes cuidados: os doentes de SIDA em estádio avançado, os doentes com as chamadas insuficiências de orgão avançadas (cardíaca, respiratória, hepática, respiratória, renal) , os doentes com doenças neurológicas degenerativas e graves, os doentes com demências em estadio muito avançado. E não são apenas os idosos que carecem destes cuidados – o problema da doença terminal atravessa todas as faixas etárias, incluindo a infância. Estamos, por isso, a falar de um grupo vastíssimo de pessoas – dezenas de milhar, seguramente - , e de um problema que atinge praticamente todas as famílias portuguesas.» (Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos)

UMA ONDA A FAVOR DOS CUIDADOS PALIATIVOS
Se está interessado em chamar a atenção para este problema, durante esta semana de 6 a 13 de Outubro, envie uma sms para o número 4222 com o texto CUIDADOS PALIATIVOS SIM. Esta mensagem tem o custo de 0,60€ (com IVA incluído), dos quais uma percentagem reverte a favor da (Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos) para a formação de profissionais.


NÃO FIQUEM INDIFERENTES! PARTICIPEM E ENVIEM E-MAILS AOS VOSSOS CONTACTOS PARA QUE ESTA ONDA SEJA UM ÊXITO!

Vejam o site:
e descubram mais sobre esta causa!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Vigília por Myanmar

A União Budista Internacional promove hoje segunda-feira, 8 de Outubro no Marquês de Pombal, Lisboa, uma vigília em solidariedade para com a luta do povo birmanês, das 19h às 21h. A esta associação juntou-se a secção portuguesa da Amnistia Internacional. Esta vigília visa chamar a atenção para «a luta heróica do povo e dos monges birmaneses».
Os promotores da vigília apelam aos participantes para que levem cartazes contra a não violência - em comunhão com a luta dos monges budistas na Birmânia - e velas. Os praticantes budistas presentes na vigília irão praticar meditação e recitar textos sagrados budistas e mantras.
A Amnistia Internacional está a pedir o fim dos ataques aos manifestantes na Birmânia e a exigir a libertação imediata das pessoas detidas na sequência de participação nas manifestações.
A vigília visa ainda alertar a população para os monges budistas desaparecidos na Birmânia, que são levados para locais desconhecidos, apelando para que não sejam submetidos a tortura.
Quem esteja interessado por esta causa, marque presença!

sábado, 6 de outubro de 2007

Stardust

Este foi sem dúvida um filme que me supreendeu e muito, não esperava ter gostado tanto! Com uma boa dose de fantasia e imaginação Stardust, combina o humor e a criatividade numa dose perfeita.
Para quem seja apreciador do estilo, é interessante sentirmo-nos transportar para esse mundo fantástico, de aventura, com bruxas, estrelas cadentes, piratas que voam pelos ares, sete filhos de um rei que se matam pela sucessão do pai, mas continuam a guerrear-se depois de mortos, um rapaz apaixonado que faz tudo para conquistar o amor da sua amada... Ingredientes para um filme de entretenimento bastante agradável, com interessantes efeitos especiais!

Sinopse:
Baseado numa história do autor de bd Neil Gaiman e com realização de Matthew Vaughn, "Stardust - O Mistério da Estrela Cadente" é um filme que nos conta a aventura de Tristan (Charlie Cox), um jovem que resolve ir para lá do muro que separa a sua aldeia de uma terra misteriosa e proibida, para procurar a estrela cadente que pretende oferecer à sua amada Victoria (Sienna Miller).
Tristan encontra a estrela e descobre que ela se transformou numa atraente rapariga que dá pelo nome de Yvaine (Claire Danes). Contudo a jovem é também desejada por diversos espíritos malévolos, entre os quais a bruxa Lamia (Michelle Pfeiffer), aos quais terá de fazer frente para a conseguir trazer consigo para a sua aldeia. A aventura leva-o cruzar-se com o pirata Captain Shakespeare (Robert De Niro) .








quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Encosta-te a mim...

Deixo-vos com uma daquelas músicas que não me saem da cabeça... muito boa...O Palma é como o vinho do Porto, quanto mais velho melhor!
Aproveitem o feriado e o fim de semana para fazerem o que mais gostam! Descansem, durmam um pouco até mais tarde, passeiem, dêm um passeio, vejam um filme há muito esperado, o que vos der na real gana... Eu irei a Mértola no feriado, depois contarei os pormenores do passeio.

BOM FIM-DE-SEMANA PROLONGADO!!!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Rir é o melhor remédio!

Fui experimentar uma sessão experimental de Ioga do Riso. Confesso que no início estava um pouco renitente, não sabia o que iria encontrar, e se me adaptaria bem na sessão. Eu adoro rir, mas ir a um local rir durante uma hora, é diferente.
Na verdade, gostei muito da experiência e acho que revelou imensas facetas desconhecidas. Durante aquele tempo em que o grupo interagia, estimulando contactos visuais e cumprimentos e saudações e fazendo risos específicos, todo o mundo real ficou lá fora. O que importava, tal como as formadoras informaram, era estimular o hemisfério direito do nosso cérebro que é muito mais emocional e criativo. O hemisfério esquerdo, mais racional e intelectual neste domínio não faz muito sentido trabalhar. Até porque se ele estivesse activado, começaríamos logo a censurar a nossa atitude ridícula e as nossas posturas. Mas, o que importa ali é aceitar o momento.
Penso que apesar de ter muitos ataques de riso e ter uma gargalhada forte e estridente, acho que nunca ri tanto tempo seguido. Passado pouco tempo de gargalhar consecutivamente uma pessoa esquece-se do que se ri, torna-se mecânico, mas o bem que faz à nossa saúde é incalculável. Dizem que oxigena o cérebro liberta o stress, massaja os músculos da face (ao contrário de fazer rugas na pele, ajuda a distender) e faz o diafragma trabalhar…

Quem descobriu o Ioga do riso?
"A terapia do riso nasceu na Índia, com Madan Kataria, depois de fazer experiências com grupos de amigos, em que verificou os seus efeitos benéficos, o médico organizou, em Março de 1995, a primeira sessão pública, numa praça. Actualmente, existirão cerca de nove mil clubes do riso espalhados por todo o mundo." É uma técnica que combina os efeitos do yoga, a nível de respiração e concentração, com a sensação de bem-estar e energia emocional positiva que uma boa dose de riso provoca, e em novos conhecimentos científicos. O objectivo é que os participantes riam. No início, o riso é induzido por meios artificiais, sendo que logo se transforma em algo absolutamente espontâneo.
Centenas de estudos demonstram que o riso faz milagres à mente e ao corpo. Entre outros os benefícios do Yoga do Riso são:
· Reforça o sistema imunitário, activando as células que combatem as infecções.
· Ajuda o corpo a lutar contra o "stress".
· Uma boa gargalhada, das que fazem doer a barriga, ajuda a fortalecer os músculos do estômago.
· Liberta endorfinas no cérebro, o analgésico natural do corpo
· Mantém o rosto jovem e aumenta a beleza física.
· Dilata o tórax e melhora a respiração.
· Favorece o relacionamento social.
· Aumenta a criatividade e a produtividade.
· Facilita a tomada de decisões
· Melhora a auto-estima

Atreva-se a experimentar! É uma sensação única. Saímos muito mais leves, aliviados e contentes.

Mais informações
http://www.yogadoriso.com/yoga_do_riso.htm