Realiza-se de 17 a 20 de Fevereiro o Seminário Internacional «A Olaria Romana», dedicado à produção cerâmica da Quinta do Rouxinol, em Corroios, no tempo dos romanos, servindo o mesmo para divulgar e debater problemáticas relacionadas com a actividade oleira, neste período histórico, assim como para actualizar conhecimentos sobre a organização espacial e funcional das olarias, e dos fornos e produções cerâmicas, através de investigações levadas a cabo por arqueólogos e especialistas na matéria. terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
Seminário Internacional e Ateliê de Arqueologia Experimental - Ecomuseu Municipal do Seixal
Realiza-se de 17 a 20 de Fevereiro o Seminário Internacional «A Olaria Romana», dedicado à produção cerâmica da Quinta do Rouxinol, em Corroios, no tempo dos romanos, servindo o mesmo para divulgar e debater problemáticas relacionadas com a actividade oleira, neste período histórico, assim como para actualizar conhecimentos sobre a organização espacial e funcional das olarias, e dos fornos e produções cerâmicas, através de investigações levadas a cabo por arqueólogos e especialistas na matéria. | Reacções: |
segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
Visita à Golegã e a Alpiarça

Domingo de manhã. Partida de Lisboa com destino à Golegã e a Alpiarça com o objectivo de conhecer a Casa José Relvas e a Casa dos Patudos. Enquanto a cidade desperta, e os últimos resistentes da noite boémia ainda se vêem sair das discotecas, eu e o grupo com que viajei fizemo-nos à estrada, às 8horas da manhã. Não queríamos desperdiçar pitada do passeio que tínhamos em mente.
Ao chegar à Golegã dirigimo-nos ao café Central, por sinal o único que vimos aberto na localidade. Aí pude saborear um doce típico da região, o «toureiro», feito de ovos, açúcar e amêndoa.
Golegã
Procuramos um lugar para almoçar, mas acabámos por convergir para o Café Central, pois parecia estar tudo fechado. Houve quem comesse sopa da pedra, muito típica na região, e quem comesse ensopado de borrego e vitela assada. O vinho escolhido «O Capítulo», também não era mau de todo…
Depois de um almoço bem divertido, regressámos à Casa do Carlos Relvas para visitar o ateliê fotográfico. Desta vez, não houve mais impedimentos. Calçámos uns sacos de plástico para entrar na casa e pudemos descobrir aquela pérola arquitectónica e artística. Confesso que o que me fez mais confusão foi quando nos fecharam numa sala a ver a projecção de um filme de contextualização sobre o homem e o estúdio fotográfico, e de repente, o manequim que se encontrava sentado, representando Carlos Relvas, começou a falar, com uma expressão facial semelhante a um holograma… que susto! Aquilo deve assustar imenso as crianças…
Fazendo um pouco a história do edifício, pode dizer-se que este foi edificado entre 1871 e 1875, por vontade do lavrador abastado Carlos Relvas (1838-1894) natural da Golegã. O chalet , como é conhecido na Golegã, é único no mundo, tendo sido construído de raiz, como monumento aos precursores da fotografia e com o objectivo de possuir um laboratório e estúdio fotográfico, dado que Relvas foi um dos percussores da fotografia em Portugal. Em termos arquitectónicos, a Casa-Estúdio é também singular, apresentando uma estrutura de ferro forjado (33 toneladas), com estilos revivalistas, como o gótico e o mourisco. « O conjunto parece ter sido inspirado no modelo de um templo cristão. A fachada principal virada a poente, ladeada de dois “baptistérios”, ostenta um pórtico decorado com um baixo relevo representando um cavalo marinho, tendo por cima um janelão-varanda reodeado pelos bustos de Niépce e Daguerre (…) » ( folheto de divulgação da Casa Relvas).
Pelo seu valor histórico e arquitectónico, assim como pelo espólio fotográfico de Carlos Relvas, que inclui diversas máquinas antigas e milhares de fotografias, vale a pena visitar esta casa e conhecer esta figura tão multifacetada para a época em que viveu, tendo sido lavrador, cavaleiro, criador de cavalos, músico, e inventor, entre outras facetas.
Por termos ficado tão agradados com o que vimos, contrariamente ao que tínhamos decidido antes, acabámos por não fazer a reclamação por escrito em relação à visita do embaixador. Diga-se em abono da verdade que esta situação caricata não devia acontecer, pois passa uma imagem, que realmente um embaixador vale mais do que os comuns mortais. Se havia um programa estabelecido, só tinham de nos dizer que não podiam fazer a visita na hora que pretendíamos, não era haver esta falta de comunicação entre os serviços…
Rumo a Alpiarça, o destino era a Casa dos Patudos. Belo palácio o de José Relvas, filho de Carlos Relvas, e um dos grandes impulsionadores da República Portuguesa, tendo sido ele um dos presentes na varanda da Câmara Municipal de Lisboa, aquando da implantação a 5 de Outubro de 1910. Apesar de parte do palácio se encontrar em obras, em virtude de uma candidatura ao QREN, o recheio do mesmo é riquíssimo e bastante diversificado. Nele podemos encontrar azulejos, contadores, presépios de Machado de Castro, mobiliário estilo império, porcelanas, pinturas de numerosos artistas portugueses e internacionais entre as quais se destacam obras de Silva Porto, Tomás de Anunciação, Roque Gameiro,Columbano, José Malhoa, assim como esculturas de Soares dos Reis e cerâmicas de Rafael Bordalo Pinheiro, entre muitas outras peças valiosas e belíssimas.

Uma casa porém, marcada pela tragédia e pelo fim de uma geração familiar, pois os três descendentes de José Relvas vieram a falecer, dois por febre tifóide, e um outro por suicídio aos 35 anos. Com o fim da família à vista, José Relvas deixou em testamento o palácio à Câmara Municipal de Alpiarça, tendo deixado anotado inclusive a forma como gostaria que as peças fossem dispostas e apresentadas.
Foi um domingo em beleza. Faz falta sair e espairecer…Mesmo em dias de chuva podemos descobrir magníficos tesouros na nossa cultura portuguesa.
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terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
Uma rosa que murchou

Confesso a minha consternação com a partida desta mulher. Não subestimando os restantes escritores portugueses, posso dizer que ainda não encontrei outra escritora portuguesa tão verdadeira como ela, capaz de retratar diferentes classes sociais e realidades.
«Prenúncio das águas» é o meu romance de eleição. Lido numa altura em que vivia em Moura e em que se vivia a iminente abertura da barragem e o alagamento da Aldeia da Luz, este livro retoma a vida daquelas gentes, do drama da separação do local onde se nasceu e viveu toda uma vida. Parecia escrito por uma antropóloga, por alguém que conviveu de perto com aquele povo, lhe captou as falas, os ditos e as tradições, ilustrando a história com ficção e romance. Muito bom!
Rosa, espero que o céu espere por si, com rosas, como merece! Obrigada pelas suas palavras...
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Conferência na Sociedade da Língua Portuguesa sobre Aldrabas

A Sociedade da Língua Portuguesa vai realizar no dia 3 de Fevereiro, quarta-feira, às 18.30 horas, na Rua Mouzinho da Silveira, 23 em Lisboa, uma conferência que será proferida pelo Engº. José Alberto Franco, Presidente da Direcção da Aldraba e pelo Dr. Luís Filipe Maçarico, Presidente da Assembleia Geral da Aldraba, sobre “Aldrabas e Batentes de Porta: uma reflexão sobre o património imperceptível”.
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domingo, 31 de Janeiro de 2010
Exposições em foco
Deixo-vos hoje uma dica sobre uma exposição que vi há uns meses atrás, mas ainda estará aberta ao público até ao dia 11 de Abril. Trata-se da exposição «Índia- Mito, Sensualidade e Ficção», patente no Sintra Museu de Arte Moderna Colecção Berardo. A exposição apresenta três núcleos temáticos, que têm em comum a cultura indiana.| Reacções: |
terça-feira, 19 de Janeiro de 2010
Feira da Ladra enquanto espaço colectivo
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A FEIRA DA LADRA: UM LUGAR ANTROPOLÓGICO
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