domingo, 30 de agosto de 2009

Amesterdão

Esta é sem dúvida uma das cidades mais loucas do mundo, mas também onde nos sentimos completamente à vontade. Imperam as liberdades individuais, mas parece que tudo tem o local próprio para isso, a prová-lo estão as coffee shops, e as cabines do bairro vermelho, onde só ali tem sentido as transgressões.
Esta cidade cosmopolita, cheia de movimento e com um ritmo de vida quase taquicárdico, leva-nos a descobrir recantos, a conhecer pormenores da sua cultura e a caminhar freneticamente pelas ruas. Aqui a qualidade de vida sente-se no ar, menos poluído que a grande maioria das grandes cidades europeias, dado que a bicicleta é o principal meio de transporte.
Aqui tive a oportunidade de conhecer a Casa onde Anne Frank viveu refugiada durante o período da ocupação nazi, e para mim esta foi uma experiência algo arrepiante, pensar que aquela menina, que escreveu o diário que li quando era adolescente, tinha vivido naquelas paredes... Impressionou-me bastante, mas fiquei contente por ter podido visitar aquele espaço. Outros locais interessantes foram o Museu Van Gogh, onde pude ver ao vivo diversas obras de arte do autor, algumas bastante conhecidas, assim como o Museu Rijksmuseum, impressionante para conhecer a história de arte deste país, e para perceber o discurso que os holandeses têm sobre si mesmos, relativamente à história, a Portugal e a Espanha e ao seu passado de piratas, por exemplo.
Foi pouco o tempo que tive para explorar todas as potencialidades da cidade, mas o foi o suficiente, para me sentir num dos grnades centros urbanos do mundo, onde tudo acontece!!!



Um passeio de barco à chegada a Amesterdão




As casas flutuantes abundam nos canais


Bairro Vermelho à noite

Perspectiva nocturna de Amesterdão
Fábrica de Diamantes Gassan

Mercado das flores

E agora... o que levar?


Transportes públicos
As coffee shops e o seu cheiro caracterísitico
Paragem obrigatória: O Museu do Van Gogh

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Já na Holanda...

Chegada à Holanda, a paisagem começou a mudar e a temperatura a descer um pouco. O tempo estava mais comedido, chuviscando de vez em quando. Contudo, foi assombroso ir até ao Mar do Norte, situado entre as costas da Noruega e da Dinamarca ao leste, a costa das Ilhas Britânicas ao oeste e a Alemanha, ver os célebre diques. Valeu a pena, ver como os Países Baixos devem a sua existência à mão engenhosa do homem.

Todos estes quilómetros de estrada são um enorme dique construído pela mão humana.


Aqui está um símbolo da construção dos diques




No regresso dos diques do Mar do Norte, houve tempo para parar num daqueles estabelecimentos em que nos fazem demosntrações de queijos e de socas. Como era tudo muito caro (exageradamente caro) preferi apenas ver o que eles queriam que o turista visse.

Aqui está uma holandesa "típica" falando dos célebres queijos "Edam" e Gouda". Em baixo a rapariga, mostra-nos o processo de construção das socas, agora muito mais facilitado com a introdução da mecanização.



Na ida para Amesterdão fizemos paragem em Vollendam. Trata-se de uma pequena localidade portuária dos Países Baixos, situada na comuna d'Edam -Vollendam, ao norte de Amesterdão. É uma cidade bastante turística à beira-mar plantada. Enquanto os outros iam encafuar-se em restaurantes e desperdiçar o precioso tempo nesta linda terra, eu almocei à beira-mar e disfrutei dos prazeres do Mar do Norte, juntamente com outros nórdicos, pudendo observar as crianças que se molhavam na linha de água, todos muito louras e brancas. Um momento de puro deleite, quase me apetecia beliscar, por não acreditar que estava a apanhar sol no Mar do Norte!



Aqui tirei a barriga de misérias, afinal as coisas aqui nas lojas eram bastante giras, interessantes e baratas, foi uma óptima ocasião para fazer umas comprinhas.

Por terras da Bélgica

Este ano decidi não vos maçar com os pormenores da viagem, até porque não tive oportunidade para escrever nada durante a mesma, resultado de algum cansaço, de várias leituras a pôr em dia, e de alguma incapacidade de concentração.Assim sendo, deixo aqui ficar algumas das imagens que fui colhendo ao longo desta jornada europeia. Espero que gostem!

Brugges



Arquitectura- pormenor dos edifícios de Brugges

Um passeio de barco nos canais é uma experiência inesquecível

Este senhor de respeito está sempre à janela! Pose não lhe falta. O guia do passeio dizia brincando que ele já ali estava há alguns anos.


Em Gent, a cidade parecia um estaleiro! Resultado de um festival regado com muita cerveja! Também não admira, aqui situa-se uma das principais universidades da Bélgica. Tem vários monumentos, igrejas, antigas casas da época medieval, canais, e até um castelo.


Antuérpia - uma bela cidade, onde mais uma vez a arquitectura impressiona. É a segunda maior cidade da Bélgica e maior da Flandres e possui im dos maiores portos do mundo, nas margens do rio Escalda. Antuérpia é também muito conhecida como um centro mundial de lapidação de diamantes e pelo seu porto.

Uma nau decora o topo deste edifício

domingo, 16 de agosto de 2009

Impressões da Viagem - Entre Burgos e o Futuroscope

De volta à estrada. Este ano o destino de férias foi a Holanda, mas pelo caminho encontrei cidades como Burgos, Brugges, Gent, Antuérpia, Amesterdão, Paris e S.Sebastian, as quais, de modos diferentes me encantaram.
Em Espanha, a primeira paragem foi na bonita cidade de Burgos, no coração de Castela e Leão. Aí, é fácil deslumbrarmo-nos com a sua magnífica catedral, construída ao longo de 3 séculos por numerosos artistas e arquitectos europeus. Além da catedral podemos encontrar ainda a Escadaria Dourada, construída em 1532, a Capela do Condestável de 1496 e a cúpula central (1539), onde se encontra o túmulo do lendário herói da cidade El Cid.
Nesta típica cidade espanhola, o ambiente é de “fiesta”. Desfilavam pelas ruas elegantes personagens, com trajes a rigor, saídos de um casamento realizado na Catedral, cruzam-se turistas à procura da melhor esplanada para comer as célebres «tapas» e «bocadilhos» com «canha» (cerveja). Em baixo do espectacular do Arco de Santa Maria, no bairro antigo, pudemos deliciar-nos com um grupo musical que nos transportam a outros tempos e lugares, com a sonoridade emanada dos seus instrumentos.
Perto da cidade de Poitiers pudemos visitar o Futuroscope, um parque temático dedicado ao Futuro. Aqui predomina a diversão, podemos encontrar variados pavilhões (que nos fazem lembrar um pouco os tempos saudosos da nossa Expo 98) e experimentar diversas e intensas sensações, recorrendo às novas tecnologias cinematográficas e audiovisuais.
Neste espaço, experimentei praticamente todos os simuladores que existiam, desde aqueles que simulavam uma viagem frenética numa Montanha Russa, uma louca corrida acelerada num carro de fórmula 1, a variadíssimas outras sensações emocionantes. Destaco também os filmes temáticos projectados em 3D ou ecrãs gigantes, entre os quais destaco um sobre uma expedição no Rio Nilo.

Burgos (Espanha)


A magnífica Catedral

A música invadia o fim de tarde em Burgos

Futuroscope (Poitiers)

Espectáculo de encerramento - momento da "onda"

Perto da hora de encerramento, o parque oferece ainda um interessante espectáculo, de multimédia, luzes e fogo de artifício, cujo título é «O Mistério da nota Azul».
Apenas um aspecto negativo neste parque temático: a restauração! Os elevados preços praticados não se justificam, pois a maioria dos restaurantes são vulgares “fast food’s…

Le Mistére de Note Blue

Fogo de Artífício


Quem se interesse por parques de diversão como estes, deixo aqui ficar os links para conhecerem alguns dos divertimentos e simuladores em que andei... são mesmo emocionantes!



sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Por Lisboa...

Tempo de férias, é para mim tempo também para regressar à minha cidade, para caminhar e voltar a dar passeios pelos locais que durante o ano deixamos de percorrer. Nesta altura sabe bem sermos turistas na nossa própria morada, olharmos os sítios com outros olhos, descobrirmos com espanto o que mudou na paisagem, ou o que curiosamente se mantém, deixarmo-nos levar pelas recordações.
Neste sábado, primeiro dia das minhas férias, apanhei o eléctrico 28 nos Prazeres, e deixei-me levar por ele até à Feira da Ladra no Campo de Santa Clara. Revi os locais emblemáticos da cidade e deixei-me levar pela atmosfera desta urbe deslumbrante, cheia desta luz clara e mágica que nos lava a alma.
Chegada a S.Vicente aproveitei para entrar e conhecer uma bela cafetaria, com bolos óptimos e saborosos. A simpatia da senhora da cafetaria levou-nos a conhecer um miradouro escondido e termos mais uma bela perspectiva de Lisboa.


Na Feira da Ladra aproveitei para rever o meu antigo terreno antropológico, que me serviu de laboratório social na monografia de fim de licenciatura do curso de Antropologia. Deleito-me com as velharias e com as coisas que ali podemos sempre encontrar. Ainda que por vezes não compre nada, gosto muito de lá voltar.

Com a barriga já a dar horas encaminhei-me para o célebre Castelo S. Jorge para ir almoçar, onde já não ia há uns anos. Constatei algumas mudanças, umas boas, outras nem tanto...Visitei o museu e periscópio e aproveitei para dar umas voltas pelas ameias do castelo.
O Nosso Conquistador Afonso Henriques Pelo Castelo abaixo, em direcção a S.Cristovão, onde também já não ia há uns anos, encontrei uma cena caricata de uns jovens espanhóis, muito barulhentos, fazendo aquilo que se chama "moche", isto é esborrachando-se uns aos outros no passeio...Uma cena bizarra pelo menos..
Como o dia estava quente e a sede já apertava, aproveitei para conhecer um novo espaço muito "in" no terraço do antigo mercado de Chão de Loureiro, onde se pode tomar uma bebida, ouvir uma música, descontrair e até apanhar banhos de sol nuns confortáveis sofás ou puffs. A quem não conheça, recomendo vivamente, embora os preços sejam semelhantes aos dos bares e não propriamente de um café. Mas, pelo ambiente e pela vista de Lisboa valeu a pena...