segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

MENSAGEM DE ANO NOVO



Encontrei esta mensagem de ano novo e acho que ela sintetiza tudo o que gostaria de aqui vos desejar e as palavras de reflexão que gostaria de vos deixar...
Tenham um bom 2008, cheio de desafios, de momentos felizes, de partilha, de cumplicidades, de coisas para contar e rir mais tarde.
Que 2008 seja a esperança para os nossos dias cinzentos... que traga a paz, a tranquilidade, o emprego, a segurança e a utopia, para continuar acreditando que é possível ser feliz aqui!!!

«Aprendemos que, por pior que seja um problema ou situação,sempre existe uma saída. Aprendemos que é bobagem fugir das dificuldades.
Mais cedo ou mais tarde, será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.
Aprendemos que perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.
Aprendemos que é necessário um dia de chuva para darmos valor ao Sol, mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima.
Aprendemos que heróis não são aqueles que realizam obras notáveis, mas os que fizeram o que foi necessário e assumiram as conseqüências dos seus actos.
Aprendemos que, não importa em quantos pedaços nosso coração está partido, o mundo não pára para que nós o consertemos.
Aprendemos que, ao invés de ficar esperando alguém nos trazer flores, é melhor plantar um jardim.
Aprendemos que amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de nos fazer felizes. Cabe a nós a tarefa de apostar nos nossos talentos e realizar os nossos sonhos.
Aprendemos que o que faz diferença não é o que temos na vida, mas QUEM nós temos. E que boa família são os amigos que escolhemos.
Aprendemos que as pessoas mais queridas podem às vezes nos ferir. E talvez não nos amem tanto quanto nós gostaríamos, o que não significa que não amem muito, talvez seja o máximo que conseguem. Isso é o mais importante.
Aprendemos que toda mudança inicia um ciclo de construção, se você não esquecer de deixar a porta aberta.
Aprendemos que o tempo é precioso e não volta atrás. Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro. O nosso futuro ainda está por vir.
Então aprendemos que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.»



Autor desconhecido
Fonte Mensagens e Poemas

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Até Sempre!


Este Natal foi um pouco diferente dos anteriores. Estas coisas não acontecem quando se pede, ou porque calha melhor na agenda no dia tal… são fatais, acontecem e pronto.
Logo depois do almoço, quando o estômago estava já reconfortado e a gula aumentava à medida que as sobremesas se aproximavam, o telefone tocou. Pensei que fosse mais alguém a desejar as boas festas, mas não, do outro lado uma notícia triste destruía o nosso almoço e a tranquilidade do dia.
A minha tia Ivone morrera nessa manhã. Precisamente um dia antes de completar um ano do AVC que a colocou numa situação praticamente incomunicável, vivendo numa espécie de limbo do qual nunca regressou. Naquele momento, tudo acabara, uma vida de luta e de trabalho nos campos do Alentejo, de suor sofrido, de força viva que lhe emanava nas veias…uma mulher de armas cedendo ao mais cruel dos rituais de passagem que todos nós um dia atravessaremos.
Compreendi que naquele estado, talvez a morte tivesse sido a melhor solução, mas é sempre com pena que vemos um ente querido partir e a família a diminuir. Ainda há tão poucos anos, ela enterrara o filho, vítima também de um acidente cardio-vascular e agora era a vez dela...
Nunca a esqueceremos, a sua fala cantada, o sorriso aberto com que nos recebia, as histórias de medo e terror que nos contava, sobre fantasmas nas planícies alentejanas… de tudo isso iremos sentir falta tia…
Não há dúvidas que esta vida é uma passagem… cada vez mais rápida e efémera, só quem nos marca sobrevive em nós!
Até sempre tia Ivone!

domingo, 23 de dezembro de 2007

Feliz Natal


Neste natal deixo um grande abraço e um enorme beijinho a todos os meus amigos que costumam visitar com regularidade o «Anthropos». Que a solidariedade tão apregoada nesta época seja um mote de vida em todas as ocasiões, em todos os momentos... Esta época, para muitos ritual pagão de festas e presentes, para outros com um siginificado mais religioso, é apenas uma época de passagem, mas as acções que podemos praticar, essas não têm uma quadra específica, partem da nossa solidariedade, da nossa consciência e do nosso coração. Talvez por isso, por vezes já me falte paciência para esse Natal comercial tão apregoado... por essa azáfama nos centros comerciais em busca de prendas, das filas das caixas... se isso é Natal, estou cada vez mais farta...
Desculpem-me o pessimismo, mas cada vez mais acho que o Natal devia ser a mensagem de paz e de confiança num Mundo melhor...
Deixo-vos com este meu poema, que traduz de certa forma o Natal que eu gostava de ter sempre...

FELIZ NATAL A TODOS!!!!!

«Neste Natal»

Todos os Natais,
Há palavras a mais,
Palavras que se repetem
E que levados pelos vendavais
Depressa se esquecem.
Palavras que se gastam pela força da tradição,
Onde o amor e a compreensão,
Só servem como pregão.
Neste natal,
Entremos nele,
Com o coração mais aberto,
Mais cheio de alegria,
E alimentemos a esperança,
Que tudo será novo nesse dia.
Não façamos com que o Natal
Seja apenas a busca da prenda certa,
Preparemo-nos sim,
Para comemorar uma grande festa,
Onde a paz e a fraternidade
Substituam os sentimentos de
Mágoa, tristeza e rivalidade.

domingo, 16 de dezembro de 2007

A primeira festa do Saltibanco nos Combatentes

Teve lugar no dia 16 de Dezembro na Colectividade dos «Combatentes», na freguesia dos Prazeres, a primeira festa do projecto «Saltimbanco». Quem já ouviu falar dele, sabe que este projecto é uma ideia da minha irmã Catarina e que pretende ser uma resposta a algumas solicitações no âmbito da animação infantil, de festas, de eventos, oferecendo uma mão cheia de serviços, quer para míudos como para graúdos. Ainda está a dar os primeiros passos, por isso toca a requisitar actividades ao Satimbanco, a mana orgulha-se do seu trabalho!

Quem quiser dar um olhinho o site é:

http://www.osaltimbanco.org/

Ficam as fotos da festa de Natal para recordar....






Aproveitem para ver outras fotos neste site:

http://miglsd.webng.com/osaltimbanco/combatentes/

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Felicidade...


Ontem recebi um e-mail de uma amiga minha que uma notícia publicada num jornal diário. A felicidade mais uma vez em foco... a felicidade que nunca é plena, sabe sempre a pouco e andamos sempre em busca de a alcançar... Mas, o que nos faz felizes? A notícia dá conta que a verdadeira felicidade está nos pequenos deleites, nos pequenos prazeres e não nos grandes feitos, nos grandes luxos, no dinheiro e no consumo... é certo que um euromilhões dava jeito para podermos fazer coisas que nos proporcionem bem-estar e fazer bem aos outros também... mas a verdade é que o dinheiro nem sempre traz felicidades, sendo por vezes portadora de infortúnio e de solidão... Confiemos pois, que para ser feliz, basta apenas ter capacidade para aceitar os pequenos nadas da vida, com intensidade e dedicação e viver um dia de cada vez, com leveza no coração...


«A felicidade já não é o que era. Se pensa ainda que para ser feliz precisa de carros, viagens e roupa de luxo, desengane-se. Segundo um estudo realizado para a Lotaria Nacional britânica por psicólogos da Universidade de Nottingham, o que nos torna mais felizes são os pequeninos prazeres da vida que não custam nada ou quase: uma barra de chocolate, um longo banho quente, uma sesta a meio da tarde, um passeio no parque.Os cientistas, liderados por Richard Tunney, compararam os níveis de felicidade de ganhadores de jackpots com um grupo de pessoas da população em geral. E o facto é que todos, premiados ou não, acharam mais gratificantes as oportunidades de descontrair do que actividades mais caras como comprar sapatos, CD ou telemóveis. Na realidade, são as pessoas menos felizes que mais consomem. Se queremos mesmo ter um cheirinho do que é ser feliz, a partir de agora o melhor que temos a fazer é comprar uma boa garrafa de vinho e comida já feita - e ficar em casa a ouvir música e ler um livro.»

sábado, 8 de dezembro de 2007

Solidariedade com as crianças do IPO


Olá! Hoje deixo ficar aqui um apelo que recebi por e-mail, para as crianças do IPO. Geralmente, não me agradam aquelas boas acções que se praticam apenas no Natal, que aliviam a consciência por uns breves momentos e muitas vezes são um pouco hipócritas...Eu gosto de poder ajudar todo o ano, conforme as minhas possibilidades... Mas, pronto, acho que pelas crianças vale a pena se podermos contribuir, por isso passo a transcrever o apelo que recebi:

«O que se pede é muito simples...! São necessários (principalmente) pijamas para as crianças que estão no IPO a fazer tratamentos de quimioterapia... Após os tratamentos, os pijamas ficam muito sujos e gastam-se muito rapidamente....Só por curiosidade, no ano passado foram entregues 76 pijamas... e o IPO ficou muito satisfeito com esta dádiva.... este ano vamos repetir a façanha e se possível ultrapassar este número.....
Esta ideia surgiu há dois anos e hoje já me atrevo a apelidá-la de "Movimento Pijaminha" pelo sucesso que têm tido os esforços conseguidos! :)
Pela 3ª vez consecutiva, venho apelar à vossa boa-vontade e pedir-vos que se juntem a mim no esforço de tornar o Natal de algumas crianças mais quentinho.
As necessidades existentes passam pela falta de pijamas, pantufas, chinelos, meias, robes e fatos de treino.

Aqui fica um contacto: carla.fiscogal@netcabo.pt
Se divulgarem já estão a ajudar!!!»

domingo, 2 de dezembro de 2007

Domingo de manhã em Lisboa...

Domingo de manhã na minha cidade! Uma manhã especialmente clara e irradiante. O frio avança lá fora da vidraça, mas a vontade de saltar da cama e caminhar pelas ruas desertas é mais forte. Apetece-me aproveitar para dar um passeio por Lisboa, com o pretexto de ir ao Cais do Sodré comprar o passe que me esqueci de comprar antes do fim do mês... e por que não ir a pé...? e por que não levar comigo a máquina fotográfica e captar este e aquele momento, levando em atenção sempre os conselhos da mana, entendida nestas artes.
Caminhamos com passos pausados e o olhar inquiridor por tudo o que vemos... Decidimos que a meta era o Cais do Sodré, mas o que faríamos era «go with the flow», sem planos nem rotas pré-estabelecidas. No caminho decidimos visitar o Museu de História Natural, que fica com certeza a anos luz de todos os museus desta área das grandes capitais europeias e norte-americanas. Soube-me muito a pouco, até porque as condições das instalações deixam muito a desejar, com paredes cobertas de cimento, com tectos a verem-se os tijolos... enfim uma história natural à «portuguesa». Apesar disso, gostei de conhecer mais esta realidade museológica do país, o qual ainda há uns meses recebeu um e-mail meu, denunciando o facto de não se encontrar aberto aos fins de semana. Parece que essa realidade mudou, o que muito me agradou!

O caminho continuou devagar, sem pressas num domingo de manhã bastante saboroso...percorrendo o Princípe Real, a Misericórdia, o Camões e finalmente o Cais do Sodré!



Jardim Amoreiras


Rua da Escola Politécnica


Museu de História Natural

Museu de História Natural
Laboratório Químico - Museu de História Natural


Anfiteatro do Museu de História Natural


Largo da Misericórida - escultura dedicada ao cauteleiro
Estátua dedicada a Eça de Queirós

moi...

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Hora de aprender a ser adulta...


Nestes dias que têm passado, a vida transformou-se um pouco à minha volta. Já era hora, eu sentia-o há muito, mas só agora eu senti o impulso para o fazer. Já o fizera outras vezes, é certo, mas sempre por um tempo determinado, nunca de forma tão decidida como agora. A primeira vez que saí de casa dos meus pais para ir viver sozinha tinha 24 anos, fui logo para o Porto, uma cidade nova, um primeiro grande desafio profissional. Outros destinos se seguiram, Cercal do Alentejo, Moura, Laranjeiro, Beja, Oliveira de Azeméis, Santiago do Cacém... Agora é hora de aprender a ser adulta, o relógio biológico já mo dizia há muito, mas achei que era a melhor altura para arriscar. Não pensei que este dia chegasse, mas aproxima-se o momento de sair de vez, ou por uns tempos (nunca se sabe o dia de amanhã, nem as garantias que se tem). Arruma-se as tralhas em caixotes, reve-se vários percursos ali empacotados, sente-se uma tremura no estômago só de pensar na elevada responsabilidade que se tem em mãos, mas seja o que for que venha a acontecer, o que importa é viver a experiência com toda a intensidade... pois pior do que falhar é não ter tentado!

Agradeço a todos os amigos o apoio empolgante e estímulo que me têm dado!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

«DEFICIÊNCIAS»


Porque ando com a minha vida super, super agitada, não tenho tido tempo de escrever habitualmente, como é costume. Por isso, deixo ficar umas palavras que me enviaram há dias para o meu e-mail, de um escritor gaúcho.

«DEFICIÊNCIAS» - Mario Quintana (30/07/1906- 05/05/1994).

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois: "Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus. "A amizade é um amor que nunca morre".

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Dia Universal das crianças


Comemora-se hoje dia 20 de Novembro, o dia Universal das Crianças, o qual foi instituído pela ONU em 1954. Diziam os jornais de ontem, a propósito da comemoração deste dia, «que a sociedade portuguesa apresenta um comportamento suicida generalizado», na medida em que a média das mulheres portuguesas tem apenas 1,3 filhos. Na verdade, o momento é verdadeiramente crítico no que diz respeito à renovação das gerações, pois existem cada vez menos crianças no nosso país. Segundo os especialistas em demografia, a baixa taxa de natalidade é sintoma de uma «sociedade doente, que não apoia os progenitores e as crianças» e como tal torna-se demasiado envelhecido para evoluir e progredir.
Mas, o que fazer perante este quadro negro? Ceder ao pessimismo e não procriar ou ter prole com os tostões sempre muito bem contadinhos e com um tempo que nos foge e nos tira qualidade de vida a nós e aos filhos? Parece-me uma situação cada vez mais complexa, se atendermos aos míseros apoios sociais que dão aos pais nos primeiros anos de vida de uma criança, não só em termos financeiros, como a nível das regalias sociais conferidas no mundo laboral. Este pauta-se por um nível de exigência e competição que não se coaduna com a condição de pai, levando inclusive a situações de despedimento quando a assiduidade por causa da assistência à família é motivo para ausências contínuas e prolongadas. Se associarmos a isto, os ordenados baixos, que limitam a qualidade de vida e as perspectivas das pessoas, temos motivos mais do que suficientes para explicar o porquê dos portugueses estarem a procriar tão pouco.
Talvez seja um pouco pessimista esta minha perspectiva, se entendermos que antigamente as dificuldades eram maiores e não era por isso que as mulheres não deixaram de os ter, mas hoje os tempos são outros, as fraldas já não são de pano, são de papel fino e tratado, e bem mais caras, para já não falar nos preços dos infantários, quase todos privados, que rondam os valores de uma renda de casa e na azáfama dos pais no seu ritmo de casa para o trabalho, para a creche da criança, que não deixa tempo para o repouso e o desfrute da infância. Perante isto, pouco há a dizer… mas fico feliz de cada vez que oiço uma das minhas amigas a dizer que vai ser mãe, são verdadeiramente corajosas para enfrentar todos esses desafios, pois nem sempre é fácil ceder aos impulsos dos relógios biológicos perante tamanhas adversidades e contrariedades. A maternidade e a paternidade nos tempos que correm não passa apenas por uma questão biológica e vital da sobrevivência da espécie, passa também e cada vez mais pela condição social de cada um.

sábado, 17 de novembro de 2007

«Crónicas Portuguesas»

Na minha última ida ao Porto tive a oportunidade de ver a exposição fotográfica de Georges Dussau, no Centro Português de Fotografia, intitulada «Crónicas Portuguesas», a qual terminou no passado dia 4.
Trata-se de um olhar sobre um Portugal que nem sempre reconhecemos, principalmente as de Trás-os-Montes, fazendo-nos pensar que afinal o país, não conheceu níveis de evolução semelhantes, ainda que algumas destas fotos sejam dos anos 80 e 90. Este fotógrafo francês, com alma de etnógrafo, que se aproximou de nós há cerca de 25 anos, percorreu o país de lés a lés, e registou o retrato de um Portugal uno e plural, com as suas particularidades, os seus aspectos típicos, as suas solidariedades e convivências. É um retrato verdadeiramente comovedor, que desperta o interesse, por ser tão diversificado. Revela um olhar onde se evidencia a empatia do autor com o povo que documenta, como o próprio Dussaud reconhece:
«Não me escondo atrás de uma teleobjectiva. Aproximo-me das pessoas. E isso é muito bom, porque possibilita a experiência do encontro. Faço fotografia de contacto, de afectividade com as pessoas.»



«Cheguei a um país de céu denso, de vento, de chuva, de praias brumosas onde se apanha o sargaço; de aldeias com casas de granito, de gândara e de grandes rochedos gastos pelo vento, de pequenos campos de centeio rodeados por pedras nuas. Aqui, vêem-se grandes rebanhos de carneiros e de cabras, de vacas castanhas com cornos enormes em forma de lira. Para se protegerem do frio e da chuva, homens e mulheres usam, ainda, capas de palha e feltro castanho. Descobri pessoas naturais, verdadeiras, que aceitam com simplicidade que eu viva com elas para as fotografar».
[Georges Dussaud, Encontros de Fotografia, 1995]



Agora que a exposição chegou ao fim, podemos admirar estas belas fotografiaas num livro, editado pela Assírio e Alvim. Já que estamos numa época dada ao consumismo, fica aqui uma boa sugestão de prenda de natal. De certo que quem o receber, vai gostar...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

COMO ESCOLHO OS MEUS AMIGOS

Hoje apeteceu-me dizer a todos os meus amigos que são leitores assíduos deste meu espaço virtual, o quanto gosto deles e o quanto são importantes para mim...peguei nas palavras do Oscar Wilde, tantas vezes repetidas e encontradas aqui e ali, mas que considero excelentes...Bem hajam todos!


Escolho os meus amigos não pela pele ou por outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria.
Amigo que não ri conosco não sabe sofrer conosco.
Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos, nem chatos
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo-os loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.



Oscar Wilde

Comédia de Deus...

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Pelo Seixal...

Varino «Amoroso» e «Baía do Seixal», no Cais do Seixal. (Imagem minha)

Barcos de memória,
de história e tradição,
de viagens mil vezes feitas,
de marés bravas e ventos de feição...
transporte de sonhos,
de lembranças,
de tempos idos,
desse Tejo tão cristalino,
e percorrido.

domingo, 11 de novembro de 2007

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Praia


Que saudades de caminhar pela praia...

Hoje olhei para o mar ao longe e dei conta que não tenho tido tempo suficiente para o contemplar e apreciar. O verão foi tão desprovido de dias quentes e bons de mar que praticamente não o visitei... ainda o inverno não chegou e já sinto a nostalgia do verão que não chegou a vir...

Tenho de ir até à praia... fechar os ohos... relaxar!


Praia

Na luz oscilam os múltiplos navios
Caminho ao longo dos oceanos frios
As ondas desenrolam os seus braços
E brancas tombam de bruços
A praia é lis e longa sob o vento
Saturada de espaços e maresia
E para trás fica o murmúrio
Das ondas enroladas como búzios.

Sophia de Mello Breyner

domingo, 4 de novembro de 2007

Sobre Aristides de Sousa Mendes

Aristides de Sousa Mendes é um vulto da nossa história que praticamente passa desapercebido. No entanto, foi enorme a sua obra, o seu empenho na defesa de vidas humanas, o seu valor enquanto homem e português. Tudo porque teve a coragem de desobedecer ao presidente do conselho e valer-se por valores bem mais altos, o da consciência e o da compaixão. Quantos teriam arriscado, como Arisitides, perder as benesses, as honras de estado e a opulência em que os cônsules viviam, para salvar milhares de judeus, cuja sentença de morte estava ditada por Hitler nos campos de concentração. Em vez de obedecer a Salazar que tinha proibido os vistos a toda essa «gentalha», como eram apelidados, Aristides foi mais longe e como cristão devoto que era usou o bom coração que tinha para se guiar em vez das leis. Depois de transgredir e de ter salvo tanta gente da barbárie, Arisitides foi destituído do cargo, aposentado precocemente, vivia da misericórdia dos amigos e da comunidade judaica em Lisboa que o alimentava a ele e à sua numerosa família. Sofreu a humilhação de querer defender a sua honra e o seu nome em vão. O estado, apesar de cristão, nunca reconheceu no seu gesto uma acção caridosa, tratando-o como um traidor da Pátria. Anos mais tarde, depois dos tempos idos da neutralidade de Portugal, algo duvidosa, Salazar cinicamente congratulou-se de ter permitido que milhares de judeus se tivessem salvo, mas nunca absolveu Aristides de Sousa Mendes, que morreu na maior das pobrezas, abandonado um pouco por todos. Passou a ser um indesejável…tendo sido reabilitado pelo Estado Português apenas em 1987.
Mas este homem, (cujo nome foi nomeado para aquele célebre concurso dos «Grandes Portugueses» exibido na RTP, e que por ironia do destino o vencedor foi o maior ditador da história contemporânea de Portugal), foi de facto um dos nossos grandes heróis, que vale a pena recordar, pois já não há no nosso país muitos homens íntegros e de palavra, como ele.

Para quem se interesse pela vida desta personalidade tão interessante recomendo a leitura de um livro e uma ida ao teatro.
O livro intitula-se «Aristides de Sousa Mendes, um herói Português», é uma biografia escrita por José-Alain Fralon, da Editorial Presença.
«Entusiasta, generoso e aventureiro seguiu a carreira diplomática, e encontrava-se em Bordéus num tempo em que o nazismo lançara já a sua sombra sobre a Europa e o Mundo. Multidões esperavam junto ao consulado para escapar do Holocausto. Emanavam ordens do governo português para limitar a concessão de vistos, mas Aristides assinava, dia e noite, correndo contra o tempo, obedecendo a imperativos mais altos» (palavras do autor).


No Teatro da Trindade está também em exibição até ao dia 25 de Novembro uma peça sobre Arisitides de Sousa Mendes, de autoria de Luís Francisco Rebello, de 4ª Feira a Sábado às 21h30 e aos Domingos às 16h00. A peça tem como actores Rogério Vieira, Cármen Santos, Igor Sampaio, Joana Brandão, João Didlet, José Henrique Neto, Luís Mascarenhas, Marques D’Arede, Nuno Nunes, Rita Loureiro, Rui Santos, Rui Sérgio, Sérgio Silva e Sofia de Portugal e encenação de Rui Mendes.
Além da peça estão previstas conferências sobre esta temática, também no Teatro da Trindade.
Para quem estiver interessado consulte o blogue sobre esta peça em: http://www.desobediencias.blogspot.com/
onde poderá ver imagens e referências ao espectáculo, incluindo conversas, entrevistas aos actores e encenador e colaborações de várias personalidades.


A não perder…para não esquecer a memória de um homem sem medo!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

3% de défice... Só os Gatos para nos fazer rir!!!

Doce ou travessura?

Estas são algumas das iguarias da minha noite das bruxas... Foi movimentada, docinha, com muitas crianças a brincar e a pedir doces, como num filme americano. O nome das iguarias estava divinal... Parabéns às dinamizadoras da acção...




quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Dia das Bruxas!!!



Hoje é a noite das Bruxas, o Halloween nos Estados Unidos, que de há uns anos para cá comemoramos com algum espírito muito discreto!
É dia de folia, rebaldaria, de nos vestirmos de preto, de soltarmos as bruxas que há em nós! Preparem-se convenientemente para a noite.
Ficam aqui algumas referências históricas deste dia!
A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às actuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração.
Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão" na língua celta).
O fim do verão era considerado como ano novo para os celtas. Tratava-se de uma data sagrada sendo durante este período que os celtas consideravam que a fronteira entre o mundo material e o mundo dos mortos (ancestrais) e dos deuses (mundo divino) ficava mais diluída.
Essa noite sagrada (hallow evening, em inglês) ocorria entre o pôr-do-sol do dia 31 de Outubro e 1 de Novembro. Conclui-se assim que o termo "Dia das bruxas" não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.
A relação da comemoração desta data com as bruxas propriamente ditas terá começado na Idade Média no seguimento das perseguições incitadas por líderes políticos e religiosos, sendo conduzidos julgamentos pela Inquisição, com o intuito de condenar os homens ou mulheres que fossem considerados curandeiros e/ou pagãos. Todos os que fossem alvo de tal suspeita eram designados por bruxos ou bruxas, com elevado sentido negativo e pejorativo, devendo ser julgados pelo tribunal do Santo Ofício e, na maioria das vezes, queimados na fogueira nos designados autos-de-fé.
Essa designação perpetuou-se e a comemoração do halloween, levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses (povo de etnia e cultura celta) no século XIX, ficou assim conhecida como "dia das bruxas", uma lenda histórica.
Com a conversão ao cristianismo dos povos europeus, foi-se estabelecendo a partir dos séculos IV e V o calendário litúrgico católico, surgindo as celebrações do Dia dos fiéis defuntos e do Dia de Todos-os-Santos, mitigando as referências às entidades pagãs.
Nesta data, muitos grupos reúnem-se e meditam em volta de fogueiras para honrar seus mortos e seus deuses, com oferendas como frutas e flores, e terminam a festa compartilhando comida e bebida, música e dança. Uma boa bebida para essa época é o leite quente com mel, servido com pedaços de maçã e polvilhado com canela. Pode-se acrescentar o chocolate, que na época dos celtas não existia, mas que hoje é muito bem-vindo.
Os cristãos mais fiéis reprovam as festividades. Os católicos consideram-na inclusive como uma afronta ao Dia de Todos-os-Santos, portanto resistem ao evento relacionando-o aos modismos provenientes da cultura consumista norte-americana.
Informações retiradas da Wikipédia

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

30 de Outubro -Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama


Assinala-se no dia 30 de Outubro um dia simbólico para chamar a atenção de um dos problemas mais nefastos que afectam sobretudo as mulheres, o cancro da mama.
Penso que a prevenção desempenha um papel fundamental para evitar que pequenas alterações no nosso corpo degenerem em malformações malignas que possam por a nossa vida em risco. E por vezes basta tão pouco para se evitar o pior. Desde o auto exame, que a própria mulher pode fazer mensalmente, até a uma consulta de rotina no médico de consulta geral ou mesmo na ginecologista.
Digo isto porque eu própria andei durante algum tempo muito preocupada com algo que fora detectado no meu peito direito, numa simples consulta de rotina na ginecologista. Foram meses complicados os que se sucederam, de angústia, de espera, de mamografias, ecografias, citologias, de caminhar para as consultas de Senologia no Hospital dos Capuchos com alguma regularidade e sem resultados concretos. Ninguém sabia dizer o que era aquilo, e entre os episódios anedóticos de longos tempos de espera dos resultados, porque os exames se extraviaram, o tempo ia passando. Nessas alturas, passam-nos tantas coisas pela cabeça, que começamos a fazer logo as piores conjecturas. É difícil pensar que chegou a nossa vez de viver um drama desses. Mas, felizmente, entre alguns atrasos, os resultados chegaram e o meu caso não foi nada de grave, apenas um encapsulamento normal, nada de alarmante, que convém apenas vigiar.Mas, o pior é que nem sempre o resultado é feliz e por isso, nós mulheres temos de estar atentas a qualquer sinal diferente no nosso corpo. Ao menor sinal de dúvida, não hesitem, consultem um médico, pois a prevenção é o fundamental e o acompanhamento e vigilância não deve ser negligenciado.
Segundo os dados estatísticos todos os dias surgem em Portugal dez novos casos de cancro da mama, e é o tipo de tumores que mais mulheres afecta, sendo a taxa de mortalidade de cerca de 1600 mortes por ano. Por isso, quanto mais cedo a doença for diagnosticada mais hipóteses há de cura. O facto das mulheres estarem mais conscientes deste perigo tem permitido a diminuição do número de mortes e a superação de um mal tantas vezes fatal.
Este dia rosa é assim de assinalar, sobretudo para que não nos esqueçamos que vale a pena viver!!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Finalmente... A minha primeira máquina fotográfica digital


Já não era sem tempo adquirir uma máquina digital! Mas, é verdade tenho sido uma das resistentes das máquinas com película, por sempre ter considerado que a minha outra máquina apesar de não ser sofisticada tirava boas fotografias. Mas, agora era a hora de aderir às novas tecnologias e de poder fazer bom uso de uma digital. Não imaginam aquilo que procurei, até que encontrei aquilo que pretendia, com uma óptima relação qualidade preço. Trata-se de uma Fuji Fine Pix S5700.
Esperemos que sejamos agora amigas inseparáveis e que eu tenha um tempinho para aprender a tirar proveito dela, pois já é uma semi-profissional. Espero que possa aqui mostrar-vos as minhas fotos e os meus progressos nesta área.

Bom fim de semana!