domingo, 26 de agosto de 2012

Exposição «Noites em São Carlos», no Teatro de S. Carlos

Quem for apreciador de ópera ou tenha simplesmente curiosidade de conhecer melhor por dentro o Teatro de S. Carlos, em Lisboa, tem agora a oportunidade de o fazer através de uma exposição que percorre os vários espaços desta sala de espetáculos.

Após uma introdução no foyer do teatro, é uma surpresa o que se segue, somos levados a entrar na sala do teatro, que se encontra lotada, com figuras em papelão, feitas por alunos da Faculdade de Belas artes, no palco vislumbra-se personagens do elenco dá célebre ópera Madame Butterfly, e ecoa dentro de nós a voz potente da Maria Callas. Ao nos aproximarmos do palco e ao pisarmos sobre ele, temos a forte e emocionante sensação de integrar a própria ópera e de fazermos parte daquele elenco. É poderoso o impacto da música e do canto, da sofrida voz da diva interpretando Madame Butterfly.




 
Seguiu-se a visita a outros espaços interditos, como a boca de cena, os bastidores, a carpintaria e os vários camarins que se encontram perto do palco. Houve oportunidade para ir ainda ao salão de honra, ver trajes, cenários e adereços de óperas que ali se realizaram, recordar artistas célebres que imortalizaram as suas vozes nas óperas que realizaram.




Fica a recomendação para que aproveite para visitar o teatro, a visita é guiada, custa 3 euros, mas vale bastante a pena. Abre às 11h00 e fecha às 19h00,de quarta a segunda ,e o melhor é mesmo ir de manhã, pois a afluência tem sido enorme nos últimos dias. A exposição está patente até dia 4 de setembro de 2012.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Lançamento do livro "Almada dos Meus Olhos


O lançamento do livro "Almada dos Meus Olhos - Os últimos Tempos em Portugal", da autoria de Daniel Simões, está a acontecer online, no blogue www.almadadosmeusolhos.blogspot.com : vem ser lançado um capítulo de cada vez. Acompanhem! Deixem os vossos comentários!

“Tudo aconteceu nas ruas de Almada, após a passagem do milênio, entre as noites de uma 6ª Feira e de um Sábado. Numa visão fora-da-caixa, fomos levados a passear pelos caminhos do “Vai-de-Roda”, na contínua oscilação entre a poesia, as tradições da Alma Portuguesa e um sentimento underground. Descobrimos uma cidade – o seu comércio, as suas indústrias, os seus estaleiros, as suas associações, a sua juventude, os seus idosos, logo, os próprios almadenses – à mercê dos interesses obscuros das políticas internacionais e das corporações multinacionais, impondo uma sociedade materialista e consumista que dominava quase todo o planeta. Uma viagem entre o microcosmos do autor - e dos personagens que o rodeiam: os filhos do 25 de Abril de 1974 - e o macrocosmos duma sociedade em plena decadência, onde a salvação talvez esteja na verdadeira amizade.”

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Desencontros Perfeitos


A sociedade de consumo imediato em que vivemos vende sonhos e estereótipos de vidas que todos nós desejamos, mas que quase ninguém, na verdade, alcança. Vivemos cada vez mais insatisfeitos, mais desiludidos pelo padrão que não se adequa ao conteúdo das nossas vidas. Mundos incomunicantes que se arrastam, que se lamentam, que se calam, que desejam o que não alcançam…Andamos todos de candeias às avessas entre o desejo irreal e a dura realidade que carregamos. Esquecemos o que temos, a simplicidade das pequenas coisas, aquelas que realmente interessam para nos fazer felizes e perdemo-nos em jogos auto-destrutivos e agonizantes, que fazem de nós seres cheios de sofrimento, de ressentimentos e frustrações. Basta dar atenção às redes sociais, aos murais que exibimos e temos lá tudo isso, uma espécie de muro das lamentações, onde vemos uma mescla de desabafos e recriminações, com base nessa utopia em que assentamos a nossa ideia de felicidade.
Uns ambicionam um carro novo e não têm capacidade financeira, outros desejam as férias paradisíacas dos folhetos turísticos, mas não têm subsídios de férias, outros estão desempregados e afogados em dívidas, uns vivem na esperança de encontrar um amor redentor ou de refazer o amor perdido das suas vidas. Olhamos à nossa volta e andamos todos perdidos nesta busca, vazios por dentro, enlouquecidos por fora… Consumimos os lugares, as pessoas, os momentos, atulhamo-nos de publicidade enganosa que nos afastam da essência dos porquês… Estamos cada vez mais desencontrados, em sintonias diferentes…cada um por si, procurando o que nos falta, alimentados for esperanças vãs. Todos nós caminhamos em desencontros perfeitos. É por isso, que a solidão impera e nunca nos satisfazemos com o que temos ou com o que podemos fazer para superar o que não temos. Abramos os olhos para a vida, como se hoje fosse o último que temos para viver, meçamos o que realmente importa, e o que podemos deixar para trás das costas, como bagagem que se carrega na experiência dos dias. Deixemos as lamúrias, as tristezas infundadas. Façamos deste dia o ponto de partida para novas metas, ainda que por vezes nos custe a mudança e nos aperte no peito o odor da saudade. É tempo de nos ajudarmos a sair deste marasmo em que nos trancámos, olharmos nos olhos uns dos outros bem fundo, tocarmos nas suas mágoas, enxugarmos as suas lágrimas e ajudarmo-nos a recomeçar. De novo!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Juan Les Pins e Barcelona

Como o horário da saída do autocarro foi combinado para mais tarde do que o habitual, e porque o hotel estava localizado em pleno centro de Juan Les Pins, junto à praia, comecei o dia com um mergulho no mar Mediterrâneo. Soube bem nadar nestas águas calmas e quentes, o único senão e com certeza desesperante para quem possa querer passar o dia na praia, é a quantidade de gente que chega se instala, no mais pequeno espaço desocupado. Em pouco mais de 20 minutos, a curta extensão de areal foi praticamente tomado por famílias inteiras que se acomodaram mesmo em cima da linha de água. Daí, nesta região muitas das praias serem privadas, pagas, para se usufruir de outra qualidade, o problema é que o povo não chega lá…como sempre aliás…
De regresso ao autocarro, esperava-nos mais uma longa maratona de quilómetros a percorrer até Barcelona. Antes, fizemos uma vista panorâmica dentro do autocarro de Nice, e deu para constatar que esta é mesmo uma terra de gente endinheirada, a provar pelos iates luxuosos, pelos automóveis topo de gama que circulavam pela rua, pelos hotéis de charme que aí existiam, como é o caso do célebre «Negresco».



Nice
À noite depois de muitas horas de viagem tivemos uma hora e meia livre nas Ramblas de Barcelona. A noite estava quente, convidativa para passear. Contrariamente a outros anos que estive em Barcelona em Agosto, as Ramblas não estavam a abarrotar de gente, o que deu para passear tranquilamente, ir até à Plazza Maior e entrar num bar para beber uma caña e uma tapa de polvo.
Chega ao fim a viagem que dominou os meus últimos 10 dias. A euforia é substituída pelo cansaço e a pressa de chegar a casa. A viagem é sempre esse escape, essa evasão que nos alimenta a imaginação, a irrealidade do momento que trazemos connosco, e um dia acaba. Traz-se a mente e a alma lavadas, carregadas de novas experiências, alargam-se os conhecimentos e horizontes, e às vezes até fazemos novos amigos. Viajar é isso mesmo, partir, fugir do nosso tempo e da nossa rotina estabelecida, viver intensamente o que nos chega aos sentidos, carregar uma bagagem pesada, repleta de emoções. Talvez por isso para mim seja tão importante viajar, ajuda-me a crescer, a carregar baterias, a ver o mundo com outros olhos. É uma inquietude que nunca é satisfeita…Há tanto caminho e destino ainda a percorrer, enquanto houver mundo e algum dinheiro, porque viajar é nos nossos dias cada vez mais um luxo que não se coaduna com a vida que levamos. Quando materialmente já não for possível, partir, que o fio da imaginação pelo menos não me abandone e me deixe levar sempre para outras paragens…

Florença, San Gimignano e Pisa

A passagem por Florença foi breve, mas ainda assim é sempre um regalo para os olhos visitar esta cidade. A Piazza della Signoria é um bom ponto de partida para a explorar, encontrando-se aí o Palazzo Vecchio, e as deslumbrantes estátuas (algumas cópias), que representam alguns acontecimentos históricos da cidade. Aí encontramos a Fontana di Nettuno, onde vemos o deus  romano do mar, rodeado de ninfas,  a  estátua de David, uma cópia perfeita da obra de Miguel Ângelo.
Estátua de David

Logo pela manhã, a praça já estava repleta de turistas admirando a beleza das estátuas, tomando lugar nas filas para a Galeria dos Ufizzi, um dos maiores e melhores museus do mundo com arte renascentista. Este museu é de visita obrigatória, pois encontram-se aí obras notáveis, como o Nascimento de Vénus ou a Primavera, de autoria de Botticelli, entre outras. Desta vez, optei por não o visitar, pois já o tinha feito na vez anterior que visitei Florença e agora tinha o tempo mais contado. Aproveitei para ir à ponte Vecchio, verdadeiro ex-líbris da cidade, onde se localizam as joalharias mais conceituadas.
Ponte Vecchio
O calor continuava intenso e nas margens do rio Arno havia quem apanhasse sol ou se banhasse mesmo numa represa do rio…
Junto ao Duomo e ao Baptistério proliferavam magotes de grupos organizados de turistas que se amontoavam. Fazer viagens organizadas, sobretudo nesta época do ano, tem estes inconvenientes, está sempre tudo lotado de gente a querer ver e fazer as mesmas coisas, somos todos consumidores de lugares, ávidos de levar connosco um pouco do que vimos…é quase uma paranóia.

Duomo
Depois de visitarmos Florença encaminhámo-nos para San Gimignano, uma localidade situada em plena Toscânia. Tendo sido um antigo local de paragem das peregrinações da Europa do norte até Roma, durante muitos séculos, esta pitoresca cidade apresenta ainda uma estrutura arcaica, e conservação do traçado medieval. As trezes torres que dominam o horizonte de San Gimignano, foram construídas por famílias nobres rivais durante o séc. XII e XIII. Tudo neste local faz lembrar o eco de outros tempos longínquos, como se recuássemos muitos anos atrás.

San Gimignano
Aí caminhámos até à Piazza de la Cisterna, percorremos as suas ruas, entrámos em algumas lojas com produtos locais da região para vender, e admirámos a paisagem envolvente da Toscânia, a partir de um miradouro, marcada pelo verde das vinhas e dos ciprestes, que neste contexto não têm nada de soturno, contrastando com os campos doirados, dos fardos de feno. Uma paisagem pintada numa tela, que tem algo em comum com o nosso Alentejo, um pouco de romântica e solitária. Se tivesse oportunidade gostaria de passar um fim de semana num desses alojamentos rurais, desfrutando das iguarias, do vinho bom desta região e dos passeios pelo campo…


O ponto de visita seguinte foi Pisa. Para mim foi um verdadeiro pesadelo, talvez começasse a acusar já um certo cansaço de turismo massificado. Turistas despejados num parque de estacionamento, um longo caminho a percorrer até à praça, atrapalhado pelos atropelos dos vários grupos. O pouco  tempo que tivemos nesta terra também não ajudou, não dando tempo praticamente de nos aproximarmos da torre inclinada. Houve tempo apenas para tirar algumas fotografias à torre, de longe e voltarmos ao autocarro. Esta torre tem a peculiaridade de ter sido construída com inclinação, devido ao solo arenoso onde se encontra construída e atualmente a sua inclinação já atinge os 5 m. A verdade é que desde o século XIV se tem aguentado e ainda não caiu.

Pisa
Depois de Pisa foi o desespero da longa viagem até Juan Les Pins, uma estância balnear localizada na Côte d’Azur, perto de Nice. O declínio da viagem aproximava-se, a impaciência instalava-se pelas longas jornadas dentro do autocarro. Depois de Barcelona só havia um objetivo: regressar a casa.

domingo, 12 de agosto de 2012

Costa Amalfitana

O percurso pela Costa Amalfitana fez-se em dois autocarros mais pequenos, conduzidos por motoristas locais, que conhecem bem os percursos e as exigências daquelas perigosas estradas, cheias de curvas e contracurvas, com vistas deslumbrantes para o mar e com escarpas acidentadas e íngremes. Na Costa Amalfitana, pudemos admirar locais como Positano, cuja construção assenta em socalcos.

Vistas de cortar a respiração inspiram o sonho desta viagem e em Amalfi, enquanto todos seguiam para as várias lojas de souvenirs que enchiam as ruas, eu fui direta ao mar para mais um banho salgado. Poucos minutos, mas preciosos.

Amalfi

Voltámos a Pompeia para almoçar e atravessámos novamente a Itália em direção ao norte, mais concretamente, Florença.
À noite já em Florença ficámos instalados num agradável hotel situado nos arredores de Florença e jantámos num restaurante situado ali perto, bastante agradável. Não resisti a um risotto al maré, regado com um bom copo de vinho branco. Não há dúvidas que para mim Itália é também comer beber bem!
Risotto al mare

Pompeia e Capri

Depois de sairmos de Roma, rumámos ao sul, com destino a Pompeia. Depois de umas3horas de caminho, fomos visitar aquele que é decerto, o local mais representativo da cultura romana apresentando vestígios bem preservados, Pompeia. Esta localidade, situada perto de Nápoles, foi assolada no ano 79 d.C, pela erupção do vulcão Vesúvio, tendo ficado soterrada por uma nuvem de cinza e lava que se formou, devastando toda a cidade e matando todas as suas gentes.

Pompeia

A sensação que tive ao percorrer aquelas ruas, foi verdadeiramente impressionante, não só pelo que ali aconteceu, mas pelo trabalho de tantos arqueólogos que trouxeram aquela cidade novamente à luz do dia. São vários quilómetros de superfície escavada, revelando casas parcialmente destruídas, outras quase intactas, estruturas de casa, aspetos decorativos, como são os muitos frescos nas paredes que podemos encontrar em algumas dessas casas, as mais abastadas na época.


A área a visitar é estrondosa, uma pessoa quase se perde ali, parece um labirinto, com pouca sinalética. Ao mesmo tempo, fiquei como uma sensação um pouco frustrante, pois em duas horas não se consegue ver praticamente nada e não houve tempo para selecionar adequadamente o que era prioritário ver. Se acrescentarmos a isso, o facto da visita ter sido entre as 12h00 e as 14h00, com um calor abrasador e a sentir o corpo a desintegrar-se, não deu para muito mais.
Modelo em gesso de corpo humano soterrado
De seguida fizemos uma breve visita panorâmica de autocarro por Nápoles e ainda bem que nem saímos, pois preconceito à parte, achei do que vi, uma cidade feia, suja, cheia de lixo, escura e muito pouco interessante.
Nápoles

Saímos apenas para apanhar o barco em direção a Capri, a ilha conhecida como jardim do Paraíso.
Aí, encontrámos catadupas de hordas organizadas de japoneses, todos tapados, com chapéus, mangas e luvas para se protegerem do sol. Junto ao porto, as pessoas amontoavam-se numa pequena praia, cheia de pedras. O calor era insuportável e eu acabei por não resistir a um banho de mar bem regalado e salgado nas águas transparentes de Capri, o problema foi mesmo entrar e sair da água, devido às pedras. Soube bem para refrescar.
Capri

No regresso, voltámos a apanhar o barco mas agora para Sorrento, outra bela estância balnear em plena Costa Amalfitana. Aí descobrimos um restaurante italiano simpátco com pessoas bem dispostas e pudemos degustar um vinho tinto e umas pastas saborosas.
Sorrento
O hotel foi o coroar do dia, longíssimo de Sorrento…a luz falhou três vezes, foi uma aventura completa dormir ali, mas o cansaço começa a moer o corpo e já não há muitas exigências a fazer: apenas dormir!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Roma, cidade eterna

A caminho de Roma

«Sigo agora para Roma, a capital do império romano. Não quero ter expectativas para não me desiludir, mas estou com muita curiosidade. Que mistérios terá esta cidade para revelar? Que sons, que cheiros encontrarei nela? Daqui a umas horas chegamos…» 

Roma, cidade eterna
«Roma é uma cidade para se viver intensamente. Tudo nela é forte, imperial, sente-se o eco de uma antiga civilização debaixo dos nossos pés, nas pedras que pisamos, nos vestígios arqueológicos que vislumbramos por toda a cidade. Tudo é motivo de surpresa, de admiração, de êxtase…
O Coliseu é magnânimo pela sua imponência, outrora local de morte e de euforia de multidões, de gladiadores e de animais selvagens, é um dos vestígios mais importantes da civilização romana, a manter-se ainda de pé. Tudo é história nesta cidade e talvez por isso tenha tanta coisa para contar… Sinto-me arrasada pelo calor, pelo que há para ver e calcorrear, como uma vertigem que nos parece transportar para outro tempo e lugar.
Coliseu
Além do Coliseu, visitei o Palatino (antiga residência de imperadores e aristocratas) e o Fórum Romano (antigo centro cerimonial da cidade do império romano), incluídos no mesmo bilhete, e aí o que há para ver não dá para ver em poucas horas…
Fórum Romano
O suplício do calor abrasador acima dos 35Cº, começaram a fazer-me esmorecer, mas tinha de se fazer uma seleção e ver apenas o que dava e não tudo, como pensei. Querer ver Roma num dia e meio é mesmo uma odisseia, mas ainda assim posso dar esta missão por cumprida, pelo menos por agora, porque o meu desejo é de regressar um dia mais tarde, com mais calma.
Por esse motivo, fui até à sumptuosa Fontana de Trevi, uma das fontes mais imponentes da cidade, concluída em 1762, que ocupa praticamente toda a fachada de um edifício, e deitei para lá uma moeda, pedindo um desejo. Diz a tradição que quem o faz, acaba sempre por regressar a Roma… A água cristalina, o calor intenso, fez com que me apetecesse mergulhar nela e caminhar ensopada pela cidade. O que me valeu foram as várias fontes que encontrámos pelas ruas de Roma, todas com água fresca e gelada que ajudaram a aliviar o cansaço.
Panthéon
Outros foram os pontos de interesse, a Piazza de Minerva, o Panthéon, a Piazza de Spagna, onde são realizados os desfiles de moda nas escadarias, a Boca da Veritá, localizada no pórtico da igreja Santa Maria in Cosmedin, que segundo diz a lenda mordia a mão dos mentirosos, embora servisse para o escoamento das águas.

Boca dela veritá
Uma das memórias que levarei comigo será também a visita breve que realizei ao Vaticano. Optei por não visitar os museus, nem a Capela Sistina, por um lado, devido ao pouco tempo que dispúnhamos, mas também para evitar as filas enormes que ali se estendem. Fui visitar apenas a Basílica de S. Pedro, que me encheu o espírito. Certamente Jesus Cristo se fosse vivo não concordaria nada com tamanha opulência, nem riqueza, mas temos de reconhecer que a basílica é uma ode aos artistas renascentistas, é belíssima, ostentando peças únicas, como a Pietá de Miguel Ângelo. A sua cúpula é também uma maravilha, com cerca de 136, 5 m, esta acabou de ser construída depois da morte de Miguel Ângelo que a projetou.

Vaticano - Praça de S. Pedro
Houve tempo ainda para um jantar numa das ruelas de Roma, perto da Piazza Navona, onde encontramos três grandes fontes. A noite era quente, o ambiente era convidativo à festa, à celebração da vida e do momento presente. Roma é também isso, convívio, romance, magia no ar… As fachadas dos prédios em tons ocre e salmão, com janelas decoradas com flores e heras, as esplanadas nas ruas, são autêntico cenário de filmes que nos recordam o Fellini e outras películas rodadas nesta cidade eterna. “Dolce Vita”, “Dolce fare niente”, assim é Roma, majestosa, imperial, sublime, encantadora!».
Piazza Navona