segunda-feira, 27 de abril de 2009

Apelo urgente da União Zoófila

Apelo Urgente para Donativos
A União Zoófila atravessa um momento muito difícil com grande carência económica e financeira. Os recursos financeiros existentes presentemente são insuficientes para garantir os cuidados diários que os 700 animais que possuem, designadamente alimentação, tratamentos veterinários, manutenção e limpeza. Esta instituição só tem ração para mais 15 dias, depois disso se não houver contributos, os animais começaram a morrer de fome. Por isso contribuam com Donativos em Géneros ou Monetários.

A União Zoófila sendo uma entidade sem animo lucrativo só se pode sustentar a ela própria graças às quotas e donativos feitos por aquelas pessoas que sabem que podem confiar em nós e que todo o dinheiro doado é usado 100% a favor dos animais.
Donativos Monetários:
Se pretende fazer um donativo monetário à União Zoófila poderá fazê-lo da seguinte forma:
· Cheque – Enviando um cheque à ordem da União Zoófila para a seguinte morada: Apartado 14090 1064-811 Lisboa
Envie-nos correctamente a sua morada e número de identificação fiscal de modo a receber o respectivo recibo.
· Transferência Bancária – Pode fazer uma transferência bancária para o seguinte NIB.
NIB: 0033.0000.00580204223.56
********* TROCA NIB ********* -->NIB: 0079.0000.07111348101.97
No caso da transferência bancária, faça chegar à UZ um comprovativo da transferência, juntamente com a sua morada e número de identificação fiscal, de modo a que lhe possamos enviar o respectivo recibo. Este comprovativo pode ser enviado por carta para Apartado 14090 1064-811 Lisboa, para o seguinte número de fax: 21 7977480 ou electronicamente para uniaozoofila@gmail.com (não se esqueça de colocar os seus dados para envio de recibo: Nome, contacto e morada).
· Dinheiro – Pode dirigir-se aos serviços administrativos ou directamente ao albergue e fazer o donativo alí mesmo. Receberá na hora o respectivo recibo.

Donativos em género:
Mas não é só de donativos monetários que a nossa associação necessita.
Existem uma série de necessidades muito concretas que em muito facilitariam e ajudariam o trabalho diário na UZ.
Aqui deixamos uma lista de coisas que a nossa associação necessita:
1 máquina de secar roupa (industrial)
Comida seca e de latas para cães
Coleiras desparasitadoras
2 leitores de Microship
Coleiras
Medicamentos/ Materiais em geral
Detergentes
Areia para gatos
Casotas ( plástico ) e camas para cães
Camas para gatos



Aqui fica uma lista dos medicamentos e materiais que a UZ necessita:

Agulhas (canhão verde ou amarelo)
Alopurinol 300 (comprimidos)
Alsir (comprimidos)
Atarax (comprimidos)
Bacitricina (pomada)Bissolvon (comprimidos)
Baytril (injectável 2,5)
Clamoxil LA (injectável)
Nizale (comprimidos)
Preventic (coleiras)
Primperan (comprimidos ,mais injectável)
Seringas 2,5 cm3 Seringas 5 cm3
Synulox (injectável)Solumedrol 40 (injéctavel)
SorosTinsel (comprimidos)
Tinset (comprimidos)
Ulcermin (comprimidos ,mais injectável)


Deixo aqui um apelo a todas as pessoas que tenham possibilidade de doar alguma(s) das coisas que aqui se encontram que se dirijam ao albergue da União Zoófila. Podem entregar no Alto do Bairro das Furnas em S. Domingos de Benfica no horário das 14h às 17h00 todos os dias.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Abril: 35 anos

Mais um aniversário sobre Abril, 35 anos, uma idade de peso, de maturidade, de serenidade, de alcance de novos horizontes. Contudo, tão longe do sonho, do país pensado e ambicionado. Aqui estamos nós, no meio de uma crise, em águas estagnadas e tão pouco idealistas. Vivemos, continuamos, persisitimos, mas sem aquele entusiamo e brilho no olhar de Abril de 74.
Onde está esse espírito agora? Aburguesamo-nos, colocamos gravatas e fatos chiques, temos títulos académicos e vivemos da aparência e do que é esperado ter... Abril, desvaneceu-se, esqueceu-se, os mais jovens nem se quer o conheceram... mas é importante relembrar a quimera, o sonho de uma dia feliz que mudou o país.
Deixo um poema de Abril de Manuel Alegre para evocar a memória desta data!





Abril de Abril


Era um Abril de amigo Abril de trigo

Abril de trevo e trégua e vinho e húmus

Abril de novos ritmos novos rumos.

Era um Abril comigo Abril contigo

ainda só ardor e sem ardil

Abril sem adjectivo Abril de Abril.

Era um Abril na praça Abril de massas

era um Abril na rua Abril a rodos

Abril de sol que nasce para todos.

Abril de vinho e sonho em nossas taças

era um Abril de clava Abril em acto

em mil novecentos e setenta e quatro.

Era um Abril viril Abril tão bravo

Abril de boca a abrir-se Abril palavra essa

Abril em que Abril se libertava.

Era um Abril de clava Abril de cravo

Abril de mão na mão e sem fantasmas

esse Abril em que Abril floriu nas armas.


Manuel Alegre

30 Anos de Poesia

Publicações Dom Quixote

domingo, 12 de abril de 2009

Coimbra – dia 2



O segundo dia de passeio foi dedicado praticamente à ida a Conímbriga. Contrariamente ao que eu pensava, é possível ir até lá de autocarro, embora não hajam muitos horários. Contudo não é impossível.
Conímbriga começou os trabalhos sistemáticos de escavação arqueológica em 1964, revelando uma cidade romana, onde os romanos se terão instalado depois de concluída a paz na Lusitânia em 25 a.C. A partir do séc. V, com o período de desordem que se vive após a queda do Império roamano, a cidade é várias vezes pilhada e o bispado para Aeminium, a futura Coimbra. Por esses motivos, Conímbriga acabou por ser abandonada nessa altura, e como não houve povoamento posterior, foi possível a sua preservação no tempo.
Salientam-se entre as ruínas a Casa da Cruz Suástica, assim denominada, devido ao enorme mosaico que cobre toda a sala e apresenta como motivo decorativo essa cruz; a Casa dos Esqueletos, as termas de leste e do sul, onde é possível identificar o local de antigas piscinas, o tanque de lacónio (sala muito aquecida destinada a banhos de vapor); a Casa de Cantaber; e a Casa dos Repuxos, moradia de inícios do séc. II com cerca de 521 repuxos no peristilo central. Além das ruínas que demoram quase umas duas horas a ver com detalhe e imaginação, e de acordo com a orientação de um roteiro, é possível visitar também o Museu, que apresenta alguns dos objectos encontrados no local e documenta o modo de vida dos romanos.

À tarde, foi possível espreitar o Portugal dos Pequeninos. Como não levava crianças, e como já me tinha divertido aí, quando tinha 8 anos, achei que não valia a pena entrar. Mas, é sempre uma opção a ter em conta para os mais pequenos.
Este pequeno parque foi construído entre 1937 e 1944, e tem a marca de Cassiano Branco, um dos grandes arquitectos da primeira metade do séc. XX. Apresenta temas relacionados com a Expansão e os Descobrimentos, os principais monumentos portugueses e miniaturas de exemplares da arquitectura regional portuguesa. É óbvio que é uma obra datada e conotada com o Estado Novo, possivelmente um pouco ultrapassado para os mais pequenos, mas é uma referência histórica, e apesar de termos os nossos motivos, não podemos apagar tudo o que foi feito nessa época, não é assim?

Para finalizar a minha estadia em Coimbra fui até à Quinta das Lágrimas, onde me cobraram 2euros para ver as fontes dos amores e a das Lágrimas, junto às quais se terão encontrado D. Inês de Castro e D. Pedro, um dos amores mais trágicos da nossa história.
Foi pena, não ter dado para explorar melhor estes recantos, mas o tempo piorara, começara entretanto a chover, e em breve era tempo de regressar a Lisboa.

Houve tempo ainda para observar de fora o convento de Santa Clara-a-Velha, que só abrirá ao público novamente no dia 18 de Abril. Este convento encontrava-se desde há séculos semi-encerrado nas areias do Mondego, sendo agora possível vê-lo por inteiro.
Antes da partida, deu ainda para provar uns doces típicos da região, saborear umas barrigas de freira, uns pastéis e queijadas de Tentúgal... e deambular mais um pouco pela cidade...

Coimbra

Nestas breves férias da Páscoa aproveitei para conhecer um pouco mais o meu país. Parece mentira, mas nunca tinha estado em Coimbra demoradamente, e esta foi uma boa ocasião para conhecer melhor esta bela cidade portuguesa. Confesso, que as expectativas não eram muito grandes, mas acabei por gostar muito, ao ponto de por vezes, parecer que estava no estrangeiro, por haver tanto para ver e descobrir. Apesar de ter feito uma breve pesquisa internet sobre a oferta cultural de Coimbra antes de viajar, um dos meus primeiros passeios na cidade foi até ao Posto de Turismo, não fosse haver alguma coisa interessante que me tivesse escapado.
Na verdade, se não tivesse preparado antecipadamente o que pretendia visitar, não ficava muito elucidada, pois o que me deram no posto de Turismo não dava grandes referências históricas sobre os locais.

Após um primeiro contacto com a cidade, após uma viagem de combóio de duas horas, desloquei-me à Pensão onde ia ficar hospedada e fiz uma caminhada junto ao rio, no Parque Verde do Mondego, onde se localiza um belo espaço verde, com áreas de restauração, do tipo das nossas docas de Lisboa, com imensas esplanadas e relvados. Como o dia estava bastante soalheiro e bonito, foi agradável passear por ali. No rio era possível também fazer passeios de barco, na embarcação com um nome algo curioso, o «Basófias». Como não havia muito tempo, e como já tinha feito esse passeio numa visita anterior a Coimbra, optei por não andar de barco.
Junto ao Parque Verde, localiza-se a Ponte pedonal de Pedro e Inês, onde aproveitei para contemplar as vistas e tirar algumas fotos, pois além de ponto de passagem, esta é também um excelente miradouro da cidade. Esta ponte é a mais recente das pontes de Coimbra, tendo sido uma obra de Cecil Balmond e Adão da Fonseca.

Depois de decidir o trajecto a tomar à tarde, emaranhei-me nas ruas irregulares da baixa da cidade, cujo traçado medieval, nos leva a parecer que estamos sempre a perdermo-nos, embrenhando-nos numa teia labiríntica. Várias vezes me recordei das ruas de Veneza, mas afinal era em Coimbra que estava. Realmente, se não tivesse existido o terramoto de 1755, talvez Lisboa ainda fosse assim também...

Nesse percurso de ruas e ruelas, encontrei a Igreja de Santa Cruz, onde repousam os restos mortais do nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques e também do rei D. Sancho I. Trata-se de uma construção manuelina iniciada no século XVI sobre uma anterior igreja românica. Aí pude visitar os túmulos reais e apreciar o traçado da igreja.


foto C.M

Mesmo ao lado da igreja, está situado um magnífico Café Santa Cruz. Este café é bastante antigo e emblemático da cidade, tendo sido criado na parte de uma antiga igreja, a de S. João das Donas.



Seguindo por as ruas apertadas, fui dar à Sé Velha de Coimbra, que é um exemplo notável do estilo românico em Portugal. É anterior ao reino de Portugal , tendo sido aí coroado D. Sancho I. Apesar de ser românica, esta igreja apresenta ainda outros estilos, como o comprova a Porta Especiosa , na fachada lateral norte, que data da segunda metade do séc. XVI.


Continuando a subir, fui dar à Universidade de Coimbra, local que elegi para passar uma boa parte da tarde, pois aqui há muito para ver. A Universidade mudou três vezes de sítio entre o séc. XIII e o séc. XVI, tendo sido transferida novamente para Coimbra em 1537, por decisão de D. João III. Assinalam-se as grandes obras ocorridas na Universidade durante os reinados de D. João V e D. José.
Neste importante espaço de erudição e de saber, podemos visitar a reitoria, a Sala dos Capelos, (onde se realizam os actos solenes, como os doutoramentos), a Sala do Exame Privado, a Sala dos Archeiros, a Capela de S. Miguel, a Prisão Académica e a magnífica Biblioteca Joanina. Para mim esta última é mesma a maior atracção da Universidade, pela sua grandiosidade, pois esta biblioteca tem cerca de 300.000 obras que abrangem um período do séc. XII ao séc.XVIII. O andar principal é formado por três salas cobertas de estantes de madeira, separadas ao meio por um varandim. Estas obras poderão ser consultadas por investigadores, na Biblioteca Central da Universidade, mediante um pedido de autorização. Achei curioso também o facto de existirem nesta biblioteca morcegos, sendo estes os predadores dos insectos que poderiam ameaçar a integridade do acervo.

Após deambular lentamente pela Universidade, dei um pulo à Sé Nova, localizada nas traseiras da Faculdade de Medicina e comecei o processo da descida pelas ruas íngremes e inclinadas de Coimbra. Optei pelo percurso que me permitisse ver onde e como vivem os estudantes em Repúblicas. O sentido de humor, a desordem e a liberdade, parecem ser os requisitos necessários aos residentes nestes espaços académicos. Se o exterior é o que é, imaginemos o interior... Aliás numas fotografias expostas na sala da Prisão Académica na Universidade, deu para perceber que a ordem e a organização são coisas que não existem nas Repúblicas. Mas, se os estudantes conseguem viver assim e estudar, pois que aproveitem a loucura desses anos insanos, já que o espírito das Repúblicas de Coimbra não durará para sempre.

No fim do passeio, visitei a Torre de Almedina e o centro de interpretação do Núcleo da cidade muralhada. A Porta de Almedina era uma das cinco portas de entrada na cidade. Coimbra dispunha de um complexo sistema defensivo, incluindo um castelo e uma cerca de muralhas, algumas ainda hoje visíveis.

foto C.M

terça-feira, 7 de abril de 2009

«O associativismo Alentejano na cidade de Lisboa no séc. XX», de Rui Rosado Vieira


Um destes dias, andava eu a ver a secção das novidades literárias na Biblioteca, quando me deparei com este livro sobre a história e o percurso da Casa do Alentejo.
Trata-se de um contributo importante para a compreensão do associativismo alentejano na capital, contextualizando com rigor os movimentos migratórios que sempre atingiram as populações do Alentejo, nomeadamente para Lisboa.
Rui Rosado Vieira dá a conhecer os primeiros passos desta colectividade alentejana, os quais começaram com uma tentativa de agremiação fracassada, durante os tempos da 1ª República, (1912-1913), tendo sido constituída uma Liga Alentejana. Esta acabou por falhar, pois reunia no seu seio representantes de diversos partidos republicanos, o que veio a ser um factor de cisão.
Após esta tentativa, surgiu no Bairro Alto, em 1923, o Grémio Alentejano, o qual se veio a instalar num edifício em S.Pedro de Alcântara, tendo sido transferido em 1932 para o local para as Rua das Portas de Santo Antão, tornando-se numa das maiores casas regionais do país. Perto dos anos 40, por imposição do governo, a colectividade deixa de ser apelidada de Grémio, passando a ter esse estatuto apenas as associações industriais ou de actividades económicas, e passa a designar-se de Casa do Alentejo.
Com este trabalho são passadas em revista as várias actuações da Casa do Alentejo na promoção e defesa da Cultura alentejana e na assistência social de protecção das suas gentes, sendo esse o principal motivo para a sua existência.
Para quem se interesse, como eu, em temas ligados às migrações alentejanas e ao associativismo, esta é sem dúvida uma obra de referência, um retrato social de uma colectividade, e dos serviços que esta disponibilizava, muito bem enquadrada e documentada, baseando-se sobretudo nas actas de assembleias da Casa do Alentejo e em publicações da época, nomeadamente, o Boletim da Casa do Alentejo.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Tango 4 no Auditório Municipal do Seixal

No passado dia 3 de Abril tive a oportunidade de assistir a um grande espectáculo de tango no Seixal. A sala não estava tão composta como é costume em outros espectáculos, mas o público vibrou ao som daquela musicalidade argentina.
O tango para quem o aprecia, tem este efeito contagiante e inebriante de nos fazer vibrar de emoção, de nos emocionar. A sua sonoridade percorre-nos o corpo e alma, abana-nos por dentro, faz-nos sentir apaixonados, arrebatados, energéticos, sedutores, conquistadores e seduzidos, em suma faz-nos sentir vivos e desperta-nos para o que a vida tem de melhor e pior: o amor, o romance, e também a nostalgia, a saudade e a tristeza, como se de um choro arrastado se tratasse.
O tango interpretado pelo grupo Tango 4 é isto tudo... uma autêntica maravilha de músicos, com um estilo inconfundível, conferindo uma nova roupagem ao tango, com arranjos e adaptações do próprio grupo, fazendo-se acompanhar por dois dançarinos ao longo de todo o espectáculo.
O grupo Tango 4 é composto por músicos argentinos, residentes em Madrid, e contam com 12 anos de formação.

Para mais informações ir ao site: www.tangoquattro.com