segunda-feira, 25 de Maio de 2009

CHARLES DARWIN – VIDA E OBRA



Charles Darwin nasceu em 1809 na cidade de Sherwsburry, em Inglaterra. O seu pai, Robert Waring Darwin era médico e religioso devoto. Assim sendo, Darwin foi guiado para a profissão de médico, tendo mesmo frequentado a Universidade de Endiburgh para estudar medicina. Porém, veio a compreender que essa profissão não era para ele, e assim, de novo guiado por influência do pai, foi para Cambridge a fim de estudar Teologia.

Em Cambridge, como em Endiburgh, Charles não foi nenhum prodígio, pois a sua verdadeira paixão era a Ciência e História Natural.
Foi Henslow (botânico e professor em Cambridge), amigo de Darwin quem de facto lhe indicou o seu verdadeiro caminho de cientista. Foi ele quem conseguiu para Darwin um lugar no H.M.S. Beagle, navio a bordo do qual Darwin iria acumular as provas que formariam o alicerce da sua teoria. O seu pai, que não reagiu bem a essa expedição e chegou mesmo a proibi-lo de embarcar, acabou por ceder diante da intervenção do tio de Charles, Josiah Wedwood.

Assim, dois dias após o Natal de 1831, Charles Darwin, com apenas um diploma de Teologia, zarpou como naturalista do Beagle, numa viagem de 5 anos ao redor do Mundo. A viagem levou Darwin primeiro às ilhas de Cabo Verde, depois para a América do Sul, onde visitou muitos lugares ao longo da costa, depois para a Nova Zelândia e Austrália, via Ilhas Galápagos, entre outros variados locais, tendo regressado de novo para a terra natal, em 1836.

Durante a viagem, Darwin passou períodos de doença, mas onde quer que o navio passasse, ele colectava rochas, fósseis, aves, insectos e também animais de grande porte.
Para Darwin, a parte mais importante de toda a viagem e até talvez mesmo de toda a sua vida, foram as quatro semanas que ele passou explorando as Ilhas Galápagos, arquipélago isolado no Pacífico, a algumas centenas de quilómetros a oeste do Equador. Aí, ele anotou que cada ilha parecia ter o seu tipo de tentilhão. Mais do que isso, diferentes nichos ecológicos, numa mesma ilha eram com frequência habitados por tentilhões diferentes e estes sem dúvida procediam de um tronco comum.

Darwin chegou à Inglaterra convicto que as espécies não eram imutáveis, mas sim susceptíveis a transformações.
Quinze meses após ter iniciado as anotações para a transmutação das espécies (The Trasmutation of Species, 1837), ele estava mais do que nunca convencido que as espécies mudavam na realidade, embora continuasse sem perceber como a selecção poderia ser aplicada a organismos que vivem na natureza. A certeza viria quando lendo “para se distrair” o livro sobre a população de Thomas Malthus (1766-1834), que afirmava que as populações tendem a crescer em proporção geométrica, salvo se forem impedidas, Darwin se apercebeu que as alterações que favoreciam um indivíduo permitir-lhes-iam prosperar, quando comparado com outros não possuidores dessas novas propriedades. Assim, as populações de animais com tais mutações floresciam, enquanto aquelas com características menos vantajosas declinavam.

Só em 1842 é que Darwin escreveu um pequeno resumo, com cerca de 35 páginas, sobre a sua teoria. Seguiu-se dois anos depois uma versão ampliada com cerca de 230 páginas.

Em meados de 1856, pressionado pelos seus amigos, Charles Lyell e Joseph Hooker, Darwin iniciou um tratado científico a que deu o nome de Selecção Natural. Dois anos depois tinha completado dez capítulos e estava bem avançado no décimo primeiro, quando em 8 de Junho de 1858, recebeu uma carta que abalou todos os seus planos. Era do naturalista Alfred Russel Wallace, que sabia do interesse de Darwin sobre a evolução. Em Fevereiro desse ano, durante uma expedição à Ilha de Ternate, nas Molucas, entre a Nova Guiné e Bornéu, Wallace tinha estado acamado e tinha estado a pensar sobre o problema de como as espécies se transformariam. Também ele tinha lido Malthus e estava deslumbrado com aquela teoria. As suas ideias eram paralelas às de Darwin. Com isso, concretizava-se agora o que tinham temido e expressado dois anos antes Lyell e Hooker, isto é, que outra pessoa chegasse à teoria da selecção natural antes que Darwin publicasse a dele.
Em virtude do ensaio paralelo de Wallace, Darwin seria forçado a escrever o livro, por tanto tempo adiado, que foi feito no prazo de quinze meses.

Em «A Variação nos Animais e nas Plantas Domésticas», publicado em 1868, Charles Darwin aprofunda os argumentos do seu primeiro livro. Encorajado pelo seu êxito, publica em 1871, « A Descendência do Homem», e depois a «A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais» , em 1872.
Quando morre, em 1882, a glória de Darwin é de tal forma que é enterrado ao lado de Newton, na Abadia de Westminister, em Inglaterra.

5 comentários:

kawany fayola disse...

olha eu gostei muito desse resultado da pesquisa porque tem outros sites que os resultados não tem nada relacionado ao que eu quero!!!
essse é um dos motivos de eu ter feito a pesquisa nesse site

kawany fayola disse...

olha eu gostei muito desse resultado da pesquisa porque tem outros sites que os resultados não tem nada relacionado ao que eu quero!!!
essse é um dos motivos de eu ter feito a pesquisa nesse site

Thais lourenço dasilva disse...

qual foi seu 1° livro a ser publicado?

รɑԲiʀiɳɦɑɦ ʆiɳɗiɳɦɑɦ disse...

muito legal esse resultado da pesquisa gostei muito beijinhos!!!
ass:Safira Raiane

รɑԲiʀiɳɦɑɦ ʆiɳɗiɳɦɑɦ disse...

muito legal esse resultado da pesquisa gostei muito beijinhos!!!
ass:Safira Raiane