quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Vou-me embora…


Depois de uma curta passagem por Portalegre na Segunda-Feira, eis-me novamente de malas feitas para o Alentejo! Vou participar no evento das «Palavras Andarilhas», na Biblioteca de Beja, sobre o qual espero aqui pode partilhar convosco. Para já o tempo é de andarilhar!!!


Vou-me embora, vou partir
Vou para essa
Terra árida,
Seca e solitária,
Onde o sol queima, mata e sufoca
O corpo e a alma.
Quero sentir as raízes daquela gente sofrida que chora cantando,
que traz na alma a nostalgia e a saudade
e nas gargantas rouxinóis que se soltam e voam para o campo.
Quero embrenhar-me nas searas douradas de trigo,
Nos girassóis erguidos ao sol,
Quero deitar-me à sombra dos sobreiros e oliveiras,
Morar nos montes,
Beber a água das fontes,
Quero sentir a terra nos pés…
Entorpecer o corpo nas tardes longas
Quando o vento suão,
Verdadeiro sopro do deserto,
Me embala e acalenta as esperanças vencidas.
Agosto 2005

1 comentário:

Anónimo disse...

Olá Ana,

Que bonito :-)

beijos
Sandra