domingo, 30 de setembro de 2007

MODOS DE APARIÇÃO DAS ARTES NA ESCOLA, NA CASA E NA VIDA DAS COMUNIDADES

«A ARTE DE EMALAR AS ARTES», 29 DE SETEMBRO, CCB

«Que sensação estranha!, disse Alice, devo estar a encolher-me como um telescópio!
E assim era, realmente, só tinha agora vinte e cinco centímetros de altura, e o rosto iluminou-se-lhe com a ideia de que já estava com um bom tamanho para passar pela portinha que ia dar ao maravilhoso jardim.»

No passado sábado decorreu esta oficina «A arte de emalar as artes», no CCB, integrando-se num conjunto de outros encontros, que irão decorrer ao longo do ano lectivo, destinados a artistas, professores, pais e pessoas interessadas. Esta oficina a que assisti foi apresentada por Madalena Victorino, com a participação de alguns actores e uma bailarina.
O tema desta sessão versou sobretudo uma reflexão em torno do modo como as artes podem entrar no quotidiano das pessoas, no seu crescimento, fora dos espaços onde estão confinados, como os museus e os teatros. E no caso da literatura é engraçado como é possível trabalhar os livros com as crianças, seja a partir da dança, do teatro, de músicas, desde que haja inspiração e imaginação. E nessa tarde Madalena Victorino, tentou dar mostras dessas infinitas possibilidades.
Um dos temas abordados, em algumas das actividades foi a obra da «Alice no País das Maravilhas» de Lewis Caroll. A partir do fragmento da vertigem de Alice, de quando ela entra no mundo das maravilhas atrás do coelho, foi possível assistir a uma peça de teatro, onde a actriz e bailarina efectuava uma coreografia da própria vertigem, cabendo-nos a nós público desenhar a sua vertigem, pintá-la com aguarela (não com uma água qualquer mas com a água do chá de Alice, aquele que quando se toma o tempo pára) e depois recortar a vertigem e guardá-la numa caixa. Além disso, ainda foi possível construir castelos de baralhos de cartas sobre uma base de areia. Estas simples actividades dão matéria para ateliers inesgotáveis com as crianças, onde se podem abordar os mais variados temas, basta como disse, que haja criatividade.
O resto da tarde foi ocupado com outro tipo de práticas artísticas aliando a música à escrita criativa, à imagem e à dança. O tempo passou a correr naquela tarde chuvosa, mas fica um consolo, a aprendizagem que se ganhou.


Para mais informações sobre outras oficinas:
http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/MaisNovosFamilia/Adultos/Pages/Adultos.aspx

1 comentário:

Anónimo disse...

Olá Ana,

Devia ter sido muito fixe... !!!

Já pensaste em escrever um livro ?? sinceramente penso que escreves muito bem, com alma, c/ paixão... continua sempre assim...

beijos
Sandra