sábado, 8 de maio de 2010

De Marraquexe a Fez: 5º dia de viagem

A nossa jornada em Marraquexe acabou. Arrumámos as tralhas e eis-nos novamente de mochilas às costas. Tomámos o pequeno-almoço num café da praça, (as panquecas com mel souberam-me ainda melhor do que as primeiras que comi) e dissemos adeus à Praça Djemaa El Fna: Até um dia!
Lá conseguimos, depois de muito andar, arranjar um táxi que nos levou até à AVIS da Av. Mohamed IV, onde iríamos buscar o carro alugado com que seguiríamos viagem.
O dia foi todo passado no carro. O percurso foi muito longo, perto de 450 kms, de Marraquexe a Fez, e as estradas apesar de em bom estado, não permitiam grandes velocidades. Parámos para almoçar em Beni Mellal, onde descobrimos um restaurante muito bonito, com excelentes pizzas e massas, que nos satisfez imenso, cortando um pouco com a rotina das tagines e dos couscous.
A meio da tarde, decidimos que o mais seguro era marcar o hotel, que tínhamos visto na noite anterior na internet, não fosse ser difícil conseguir dormida. Paramos numa pequena localidade, onde um senhor que trabalhava numa mercearia, foi muito prestável a ajudar-nos a conseguir o número certo do Hotel Nouzha, pois o que tínhamos visto na internet, afinal não funcionava. Lá se marcou o hotel pelo telefone e viemos mais descansados, pelo menos tínhamos onde dormir.
Chegamos a Fez já eram nove e tal da noite e ainda tivemos de andar à procura do dito hotel. Depois de termos feito o check-in, apercebemo-nos que só tinham vaga para nós naquela noite, por isso, se quiséssemos dormir as outras duas noites seguintes em Fez, tínhamos de descobrir outras opções. O Nouzha Hotel, apesar de ter apenas 3 estrelas, era muito bom, cabendo-nos a nós meninas uma enorme suite, bastante espaçosa.
Já era tarde, o cansaço do dia acumulava-se, mas ainda assim deambulámos pela parte nova da cidade de Fez, a Nouvelle Ville, em direcção a vários hotéis, em busca de uma reserva, mas a aventura não foi fácil, pois o Rei de Marrocos decidira também vir para Fez, o que tinha feito lotar quase todos os hotéis. Em completo desespero de causa, ainda chegámos a visitar uma pensão residencial, mas assim que entrámos saímos, pois, além de não ter grandes condições, apercebi-me logo que também tinha baratas….impossível.
Resultado, não conseguimos marcar quarto e depois de muito andarmos, perto das 11horas, vencidos pelo cansaço e pela fome, lá nos sentámos no Titanic, para comer uns óptimos hamburgers.
Começava a sentir-me cansada, pela sucessão de noites mal dormidas, acordava sempre muito cedo e frequentemente com o muezzin a meio da noite - chamamento cantado para a oração - uma das cinco orações diárias que faz parte das obrigações de um muçulmano devoto.
Regressámos ao Nouzha Hotel, por sinal muito bom, para as 3 estrelas que tinha. Mas, quando chegou a hora de dormir também não foi fácil, ouvia-se um som de música abafado que não me deixava dormir, talvez de alguma discoteca ou bar ali perto. Deviam ser umas 2h da manhã quando por fim sucumbi ao cansaço.

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