quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Roma, cidade eterna

A caminho de Roma

«Sigo agora para Roma, a capital do império romano. Não quero ter expectativas para não me desiludir, mas estou com muita curiosidade. Que mistérios terá esta cidade para revelar? Que sons, que cheiros encontrarei nela? Daqui a umas horas chegamos…» 

Roma, cidade eterna
«Roma é uma cidade para se viver intensamente. Tudo nela é forte, imperial, sente-se o eco de uma antiga civilização debaixo dos nossos pés, nas pedras que pisamos, nos vestígios arqueológicos que vislumbramos por toda a cidade. Tudo é motivo de surpresa, de admiração, de êxtase…
O Coliseu é magnânimo pela sua imponência, outrora local de morte e de euforia de multidões, de gladiadores e de animais selvagens, é um dos vestígios mais importantes da civilização romana, a manter-se ainda de pé. Tudo é história nesta cidade e talvez por isso tenha tanta coisa para contar… Sinto-me arrasada pelo calor, pelo que há para ver e calcorrear, como uma vertigem que nos parece transportar para outro tempo e lugar.
Coliseu
Além do Coliseu, visitei o Palatino (antiga residência de imperadores e aristocratas) e o Fórum Romano (antigo centro cerimonial da cidade do império romano), incluídos no mesmo bilhete, e aí o que há para ver não dá para ver em poucas horas…
Fórum Romano
O suplício do calor abrasador acima dos 35Cº, começaram a fazer-me esmorecer, mas tinha de se fazer uma seleção e ver apenas o que dava e não tudo, como pensei. Querer ver Roma num dia e meio é mesmo uma odisseia, mas ainda assim posso dar esta missão por cumprida, pelo menos por agora, porque o meu desejo é de regressar um dia mais tarde, com mais calma.
Por esse motivo, fui até à sumptuosa Fontana de Trevi, uma das fontes mais imponentes da cidade, concluída em 1762, que ocupa praticamente toda a fachada de um edifício, e deitei para lá uma moeda, pedindo um desejo. Diz a tradição que quem o faz, acaba sempre por regressar a Roma… A água cristalina, o calor intenso, fez com que me apetecesse mergulhar nela e caminhar ensopada pela cidade. O que me valeu foram as várias fontes que encontrámos pelas ruas de Roma, todas com água fresca e gelada que ajudaram a aliviar o cansaço.
Panthéon
Outros foram os pontos de interesse, a Piazza de Minerva, o Panthéon, a Piazza de Spagna, onde são realizados os desfiles de moda nas escadarias, a Boca da Veritá, localizada no pórtico da igreja Santa Maria in Cosmedin, que segundo diz a lenda mordia a mão dos mentirosos, embora servisse para o escoamento das águas.

Boca dela veritá
Uma das memórias que levarei comigo será também a visita breve que realizei ao Vaticano. Optei por não visitar os museus, nem a Capela Sistina, por um lado, devido ao pouco tempo que dispúnhamos, mas também para evitar as filas enormes que ali se estendem. Fui visitar apenas a Basílica de S. Pedro, que me encheu o espírito. Certamente Jesus Cristo se fosse vivo não concordaria nada com tamanha opulência, nem riqueza, mas temos de reconhecer que a basílica é uma ode aos artistas renascentistas, é belíssima, ostentando peças únicas, como a Pietá de Miguel Ângelo. A sua cúpula é também uma maravilha, com cerca de 136, 5 m, esta acabou de ser construída depois da morte de Miguel Ângelo que a projetou.

Vaticano - Praça de S. Pedro
Houve tempo ainda para um jantar numa das ruelas de Roma, perto da Piazza Navona, onde encontramos três grandes fontes. A noite era quente, o ambiente era convidativo à festa, à celebração da vida e do momento presente. Roma é também isso, convívio, romance, magia no ar… As fachadas dos prédios em tons ocre e salmão, com janelas decoradas com flores e heras, as esplanadas nas ruas, são autêntico cenário de filmes que nos recordam o Fellini e outras películas rodadas nesta cidade eterna. “Dolce Vita”, “Dolce fare niente”, assim é Roma, majestosa, imperial, sublime, encantadora!».
Piazza Navona

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