segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Juan Les Pins e Barcelona

Como o horário da saída do autocarro foi combinado para mais tarde do que o habitual, e porque o hotel estava localizado em pleno centro de Juan Les Pins, junto à praia, comecei o dia com um mergulho no mar Mediterrâneo. Soube bem nadar nestas águas calmas e quentes, o único senão e com certeza desesperante para quem possa querer passar o dia na praia, é a quantidade de gente que chega se instala, no mais pequeno espaço desocupado. Em pouco mais de 20 minutos, a curta extensão de areal foi praticamente tomado por famílias inteiras que se acomodaram mesmo em cima da linha de água. Daí, nesta região muitas das praias serem privadas, pagas, para se usufruir de outra qualidade, o problema é que o povo não chega lá…como sempre aliás…
De regresso ao autocarro, esperava-nos mais uma longa maratona de quilómetros a percorrer até Barcelona. Antes, fizemos uma vista panorâmica dentro do autocarro de Nice, e deu para constatar que esta é mesmo uma terra de gente endinheirada, a provar pelos iates luxuosos, pelos automóveis topo de gama que circulavam pela rua, pelos hotéis de charme que aí existiam, como é o caso do célebre «Negresco».



Nice
À noite depois de muitas horas de viagem tivemos uma hora e meia livre nas Ramblas de Barcelona. A noite estava quente, convidativa para passear. Contrariamente a outros anos que estive em Barcelona em Agosto, as Ramblas não estavam a abarrotar de gente, o que deu para passear tranquilamente, ir até à Plazza Maior e entrar num bar para beber uma caña e uma tapa de polvo.
Chega ao fim a viagem que dominou os meus últimos 10 dias. A euforia é substituída pelo cansaço e a pressa de chegar a casa. A viagem é sempre esse escape, essa evasão que nos alimenta a imaginação, a irrealidade do momento que trazemos connosco, e um dia acaba. Traz-se a mente e a alma lavadas, carregadas de novas experiências, alargam-se os conhecimentos e horizontes, e às vezes até fazemos novos amigos. Viajar é isso mesmo, partir, fugir do nosso tempo e da nossa rotina estabelecida, viver intensamente o que nos chega aos sentidos, carregar uma bagagem pesada, repleta de emoções. Talvez por isso para mim seja tão importante viajar, ajuda-me a crescer, a carregar baterias, a ver o mundo com outros olhos. É uma inquietude que nunca é satisfeita…Há tanto caminho e destino ainda a percorrer, enquanto houver mundo e algum dinheiro, porque viajar é nos nossos dias cada vez mais um luxo que não se coaduna com a vida que levamos. Quando materialmente já não for possível, partir, que o fio da imaginação pelo menos não me abandone e me deixe levar sempre para outras paragens…

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