sábado, 18 de agosto de 2007

Férias pela Europa Central


Aqui deixo registados algumas das impressões que me causaram esta viagem. Repartia-as por dias. Por ora, apenas deixo os relatos dos dois primeiros dias... proximamente virão os outros.

Dia 1
7 de Agosto de 2007

Foi difícil a partida. Ao contrário do que pretendia, não parti com o espírito livre, carregava comigo a preocupação com o estado de saúde da minha amiga pequenina de quatro patas, de raça felina. Não é fácil partir quando sabemos que deixamos para trás uma companheira fiel e dedicada, que começa a deixar de comer, e que sabemos que podemos não tornar a ver. Por mais que faça sempre que perco um destes amigos, é um duro golpe para mim e nem sempre é fácil a recuperação da sua perda.
Depois das despedidas algo difíceis, pelo que acabei de explicar, embarcamos nesta aventura de uma viagem de 11 dias pela Europa Central, passando por Saragoça, Lyon, Genéve, Munique, Salzburgo, Viena, Praga, Estrasburgo e finalmente Barcelona.
O dia de hoje foi totalmente para atravessar parte de Espanha, o objectivo foi chegar a Saragoça, onde pernoitamos.
A paisagem vista pela janela, a um ritmo veloz, era monótona, doirada e pouco povoada, os kms sucediam-se mas pareciam que nunca mais passavam…Ocupava o meu tempo como podia, lendo revistas e o livro do Milan Kundera «A Insustentável Leveza do Ser» (passado em Praga), ouvindo a Ella Fitzgerald e a Mafalda Veiga no meu MP3, escrevendo ou vendo filmes.
Chegados a Saragoça não houve tempo para fazer o reconhecimento da cidade. Percorremos algumas ruas próximas do hotel e tivemos dificuldade em encontrar um restaurante, estava tudo fechado. Acabei por comer no Pans & Company um menu mexicano, muito mal servido.
À noite tive notícias de casa, a Lucy não estava nada bem. Doía-me saber que não estava com ela nestes seus últimos momentos, provavelmente no seu último suspiro, depois de tantos anos juntas. Só de pensar nela, perdia algum entusiasmo na viagem. Mas, agora ali não havia nada a fazer, o périplo tinha de ser feito e não podia perder a coragem.

Dia 2
8 de Agosto de 2007


Este dia foi preenchido com o trajecto de Saragoça a Lyon. A paisagem era inóspita, pedregosa e desértica, vastos ermos solitários que faziam lembrar o Grand Canyon da América. No caminho passamos ainda pela demarcação do meridiano de Greenwich, no nordeste de Espanha, estando assinado com um pequeno arco. Ali no meio de nenhures, sentimo-nos mesmo no meio do nada. Esperava-nos uma longa jornada até Lyon.
Quando chegamos era já anoitecer. Fomos dar um passeio pela Place de Belle Cour, grandiosa, onde cabiam dois rossios. Vislumbramos ao longe a catedral e a Torre Eifell em miniatura. Lyon, apesar de não possuir a imponência e o deslumbre de Paris, é feita um pouco à sua semelhança, possuindo também um rio, o Rhône, e bastantes pontes. Não houve tempo nem para explorar, nem para admirar Lyon na sua plenitude, ficamo-nos por uma ou duas referências. Era tarde, estávamos cansados e começava a cair uma chuvinha que nos apanhou desprevenidos, os chapéus ficaram no hotel. Aí chegados carregamos baterias para o outro dia.

4 comentários:

Anónimo disse...

Olá amiga,

Já tinha muitas saudades tuas :-)

Sê bem-vinda !!!!

beijos

Sandra

Tucha disse...

Q férias!!!!

Assim começou a nossa jornada............mts fronteiras pra atravessar e territórios pra explorar..........

bjs Tucha ;)

Tucha disse...

Q férias!!!!

Assim começou a nossa jornada............mts fronteiras pra atravessar e terras pra explorar..........

bjs Tucha

Ricardo disse...

Como eu conheço esse percurso amigo!

Já agora, Lyon não tem um rio mas sim dois: o Rhône (em português, Ródano) e o Saône. O centro da cidade, nomeadamente a praça Bellecour, fica na Presqu'île - entre os dois rios. é uma pena que não tenhas conhscido um bocadinho mais, há mesmo muito para ver. Já agora, como curiosidade. foi aqui que nasceu o cinema. Sim, a famosa fábrica dos irmãos Lumière fica em Lyon (hoje, o Instituto Lumière).

Um abraço!