sábado, 18 de agosto de 2007

Férias

Dia 3
9 de Agosto de 2007



Acordámos cedo às 6.30 (quem pense que esta viagem é de férias de lazer que se engane, isto é preciso muita disciplina e muito espírito de sacrifício!). O dia estava cinzento e chovia bastante quando me levantei. O pequeno-almoço foi recheado de boas iguarias.
O ambiente entre as pessoas começava a ser mais descontraído e alegre, embora não muito efusivo.
De regresso ao autocarro, o nosso destino era Genéve. Junto à fronteira entre a França e a Suíça a paisagem era lindíssima, cortada por vezes por túneis que facilitavam a passagem pelos Alpes. Esta cadeia montanhosa é soberba, envolta num manto de vapor de humidade. Os campos e os pastos são muito verdes, onde se vêem vaquinhas a pastar. Parece tudo tão equilibrado, tão tranquilo.
Em Genéve chovia e fazia um frio de Outubro no nosso país. Passeamos junto ao Lago Léman e numa hora tentamos ver o mais possível, já que em seguida teríamos mais uma enorme tirada de kms a fazer.
Ver Genéve numa hora é uma tarefa difícil, mas não impossível. Nesse tempo fomos até a um supermercado da cadeia Migros comprar chocolates e passear junto ao lago, onde funcionaria uma feirinha com bancas, à tarde ou à noite, vendo-se algumas com souvenirs a começar a abrir, e tiramos fotografias ao célebre repuxo que existe no Lago.
Tivemos tempo ainda de descobrir uma casa de banho pública, verdadeiro tesourinho deprimente, completamente surreal. Não sei como em Genéve, uma das capitais mais civilizadas da Europa, pode ter aquele miséria, digna de um país de terceiro mundo. A luz era azul fluorescente, o ambiente sinistro, parecia que estávamos dentro de uma arca frigorífica de um talho e a viver um filme de terror, e estava tudo imundo…ainda dizem que nós temos um país de porcos!
No autocarro o dia parecia interminável, lá fora chovia e fazia frio (que bem que saberia uma manta polar em pleno mês de Agosto). De Genéve a Munique distavam cerca de 600 Kms…Paramos numa série de estações de serviço e quando começamos a parar na zona alemã da Suíça, começamos a constatar a dificuldade da comunicação, principalmente quando os nossos interlocutores não falam uma palavra de inglês.
O frio às 6 da tarde era muito grande, cerca de 13Cº. A chuva também não parava de cair. Parecia que estávamos a fazer uma viagem aos países do Inverno (sabendo que em Portugal estavam 30Cº). Um dos nossos colegas por brincadeira até dizia «Havemos de vir cá no Verão!».
Em Munique jantamos na célebre cervejaria Hofbrauhaus, onde o Hitler fundou o partido Nazi, porém não jantamos com o resto do grupo, que optou pelo jantar buffet, com animação de músicos, por serem 35€ o que nos pareceu um pouco excessivo para uma refeição tão curta, pois só podíamos ali estar cerca de uma hora e meia. O resultado não foi nada mau e até foi divertido. Possuíam diversos pratos à base de salsicha e de carne de porco, e a cerveja era ali rainha. Escolhi salsicha (que veio em forma de hambúrguer), com salada de batata com mostarda. Porque estava numa cervejaria alemã não quis deixar de experimentar os 33 cl de cerveja servida num copo alto. Os mais destemidos e apreciadores bebeiam em copos e canecas enormes.
O ambiente era bem disposto, havia música ao vivo (mas não espectáculo, como os nossos colegas tiveram) e muitos brindes de cerveja. O alemão que nos serviu era um rapaz jovem, forte e robusto e ao princípio foi até algo rude, porque não gostou que tivéssemos escolhido os pratos antes das bebidas. Confesso, que nos intimidou o modo brusco de falar e a sua expressão facial muito fechada também não ajudou muito o processo de comunicação. Mas, para o fim até já brincava connosco e despediu-se com um «obrigado!». Não há dúvidas que a disciplina germânica não encaixa no nosso modo de ser latino, mais expansivo e descontraído, há aqui um verdadeiro choque cultural.
O serão foi bem disposto e bem mais económico do que a outra solução de jantar. Cedo, o cansaço me venceu, as minhas forças andavam estoiradas. O telefonema de casa também não ajudou, recusaram-se a falar do estado de saúde da Lucy, mas desconfiei que o seu fim estaria muito próximo.

2 comentários:

Anónimo disse...

Pois é, agora dava jeito umas férias para descansar da férias, né?!
Migros???!!! esse nome não me é estranho. Genève, Suiça... Ah, ok.
Está visto que quando estivemos por aqueles lados até tivemos sorte com o tempo...
bjs,
gm

Tucha disse...

Ui ui!!! Q belo jantar............finalmente aqui senti calor!!!!!!!!!!! Mas la fora o frio e a chuva teimavam em permanecer!!

bjs Tucha ;)