sexta-feira, 20 de julho de 2007

Coisas da vida…

«Vive a vida enquanto podes,
porque um dia
podes querer viver a vida
e morres muito antes de a viver»
da minha amiga Rosa Dias


Depois de um dia de trabalho, sabe sempre bem ir até ao cinema. Apetecia-me ver um daqueles filmes leves para me distrair, que não incomodam, que não causam grandes tormentos, nem emoções muito tensas. Optei pelo «No mundo das Mulheres», que como o título parece indicar pensei ser uma comédia romântica. Apetecia-me rever a Meg Ryan, que não aparecia no grande ecrã há muito tempo. Apesar de não ser das actrizes mais espectaculares de Hollywood, é divertida, leve, descontraída, disparatada, uma presença nos filmes românticos e cómicos da minha adolescência e entrada na idade adulta.
Mas, afinal enganei-me, este filme, apesar de ter uns apartes repletos de humor e de algum romance, não era uma comédia…era um filme que falava sobre essa realidade que chamamos vida, o amor e a morte…a busca da felicidade, desse ideal sempre tão intangível. A Meg Ryan, já não era apenas a rapariga alegre, que espera o príncipe encantado (geralmente o Tom Hanks, através de e-mail ou no Empire State Building, em Nova Iorque – quem conhece os filmes dela, saberá do que falo). Era uma mulher madura, mais enrugada, mais experiente, com filhas, com um casamento infeliz e com um cancro de mama!
Apesar de não ser um filme lamechas ou que explorasse este tema profundamente, não consegui deixar de ficar incomodada com uma história destas, sobretudo porque sou mulher e porque uma situação destas pode acontecer a qualquer uma de nós, e infelizmente de um momento para o outro, pois na maior parte das vezes o inimigo é silencioso.
Saí do cinema com a cabeça a martelar no mesmo… na importância de viver, de partilhar com os outros os momentos de felicidade, de fazer coisas que nos façam sentir realizados, vivos e despertos, seja o simples contemplar de um por do sol, o caminhar pela praia ou pela floresta, o soltar de uma gargalhada ruidosa e estridente, o sermos um pouco loucos e fazermos o que nos dá na real gana! Há tantos pequenos nadas que fazem tanto sentido, que o melhor que temos a fazer é mesmo aproveitar todos esses bocadinhos, para podermos levar desta vida o melhor que ela tem. Talvez por isso, valha a pena, de vez em quando questionarmos o valor das nossas vidas e a forma como estamos a vivê-las, se as estamos a viver como queríamos ou se temos de procurar caminhos alternativos. Nada será pior do que um dia olharmos para trás e não vermos um trilho, mas apenas pegadas desconexas!
A vida é tão breve, tão passageira e tantas vezes tão abruptamente interrompida, que é importante que aproveitemos cada experiência como se fosse a última. Saboreemos cada ocasião com entrega e entusiasmo infantil, espelhado no brilho dos olhos, porque nunca sabemos quando o pesadelo nos pode bater à porta…e é hora de dizer adeus!
O filme pode não ter sido tão bem disposto como esperava, mas conseguiu provocar-me emoções e fazer-me reflectir, só por isso já valeu a pena!
Carpe Diem!

Sinopse:

O filme relata o percurso de um jovem de 26 anos que, depois de abandonado pela namorada (mais fascinada pela ascendente carreira de modelo e actriz), deixa a sua casa em Los Angeles para passar algum tempo com a sua avó doente, no Michigan, onde tenta encontrar coordenadas para uma nova vida e terminar, finalmente, a escrita de um livro que prepara há muito. Aí, nos intervalos entre a criação de argumentos para filmes softcore - tarefa que lhe vai assegurando alguma independência financeira -, conhece a vizinha da frente, uma serena mulher de meia idade pela qual sente uma empatia imediata, e acaba por sair também com as suas filhas, sobretudo com a mais velha, uma adolescente de carácter firme.

Cusquem mais sobre o filme...

http://www.myspace.com/itlow
http://noticias.sapo.pt/info/758802.html

1 comentário:

Anónimo disse...

BOM DIA :-)

COMO SE COSTUMA DIZER... "A VIDA SÃO DOIS DIAS E O CARNAVAL SÃO TRÊS.." TEMOS QUE APROVEITAR E VIVER BEM A VIDA :-)CONTINUA A ASSIM...

BEIJOS
SANDRA